Governo exige mais produtividade e menos tempo de operações no Porto de Maputo

O Governo moçambicano quer ver resultados práticos na eficiência operacional do principal terminal marítimo do país, na sequência de um investimento milionário destinado a modernizar as infra-estruturas logísticas. A fasquia foi levantada esta semana pelo Ministério dos Transportes e Logística, que aponta a mira para o aumento da competitividade regional e a redução drástica dos tempos de espera dos navios.
A exigência surge na sequência da entrada em funcionamento de dois novos guindastes móveis na Maputo Port Development Company (MPDC), adquiridos por um valor de cerca de 13.2 milhões de dólares. Com estes meios de última geração, a infraestrutura portuária passa a dispor de um total de oito guindastes móveis, reforçando a capacidade de resposta face ao volume crescente de mercadorias que transitam pelo corredor logístico.
Para o Executivo, a aposta na modernização tecnológica deve traduzir-se imediatamente em ganhos operacionais mensuráveis. O Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, sublinhou durante a cerimónia de inauguração que a prioridade passa por elevar a produtividade diária e dinamizar o escoamento de carga, garantindo que o terminal se mantenha competitivo face aos portos vizinhos na região austral da África.
“Temos agora melhores condições para elevar a produtividade, reduzir os tempos de operação e servir melhor os clientes do Porto. Estas condições devem traduzir-se em resultados concretos, mensuráveis e sustentáveis”, frisou o governante, instando a gestão e os operadores portuários a maximizarem o aproveitamento do novo parque de equipamentos.
O reforço da capacidade mecânica do Porto de Maputo assume particular relevância no contexto do comércio nacional e regional, numa altura em que operadores económicos e transitores reclamam constantemente por maior celeridade nos processos de desalfandegamento e manuseamento de carga a granel e contentorizada. Com os novos meios operacionais, o Executivo espera cortar nos custos de transação e atrair fluxos adicionais de carga para a praça moçambicana.
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