Sociedade

Novo governador de Gaza poderá ser oficialmente conhecido esta quinta-feira

O novo governador da província de Gaza poderá ser oficialmente conhecido até esta quinta-feira (06), quando a Assembleia Provincial se reunir em sessão extraordinária para preencher a vacatura aberta na sequência da renúncia de Margarida Mapandzene, alegando razões profissionais e pessoais.

De acordo com uma publicação do jornal Domingo, o novo governador vai sair de uma lista composta por dez elementos que estão a ser escrutinados ao mais alto nível do partido Frelimo. A lista é encabeçada pelo actual presidente da Assembleia Provincial, José Tsambe, que exerce interinamente o cargo e integra ainda: Constantino Zandamela, primeiro vice-presidente, Sónia Pelembe, Francisco Hassane, Regina Ndimande, Inocêncio Baloi, Augusta Alberto, João Chaúque e Reginaldo Macuácua, todos da Frelimo.

Nos termos da lei número 6/2019, de 31 de Maio, a substituição de um governador provincial em caso de renúncia é feita a partir da lista vencedora das eleições para a Assembleia Provincial, cabendo a este órgão desencadear os procedimentos legais para a indicação do novo titular do cargo.

No total são 82 membros da Assembleia Provincial, dos quais 67 são da Frelimo, o MDM tem seis, Parena cinco e Renamo quatro. O regimento prevê 10 dias após a recepção da renúncia para a realização da sessão extraordinária para a declaração do impedimento da figura que colocou o cargo à disposição.

Mapandzene renunciou no dia 24 de Julho, por alegado motivos profissionais e pessoais.

Entretanto, os partidos políticos da oposição com assento na Assembleia Provincial aguardam com enorme expectativa a indicação do novo timoneiro do Conselho Executivo Provincial. Por exemplo, da bancada do Movimento Democrático de Moçambique a expectativa é que saia uma figura consensual que deverá merecer a confiança do partido que suporta o Governo, a ser chancelado pela Assembleia Provincial.

Enquanto isso, a Renamo considera pertinente a indicação do novo governador para cumprir com o programa de governação, sobretudo o Plano Económico e Social deste ano, que foi afectado pelas calamidades naturais. A renúncia ocorre num momento em que a província de Gaza enfrenta forte escrutínio público, marcado pelo afastamento de todos os órgãos sociais do Comité Provincial do partido no poder, desde o topo até à base, o que resultou numa crise interna.

 

(Foto DR)

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