Sociedade

Niassa: Governo reforça segurança à população após ataque terrorista no distrito de Marrupa

O Ministério da Defesa garante estar a fazer tudo para conferir segurança à população, após ataque de grupos terroristas ao distrito de Marrupa, na província do Niassa.

A garantia foi dada pelo porta-voz do Ministério e acontece numa altura também em que há relatos de que os terroristas estão a pedir resgates para a libertação de pelo menos 10 reféns feitos durante o ataque à Coutada de Marangira, na zona tampão da reserva especial de Niassa.

Entre os reféns estão sete crianças e três adultos, alguns dos quais estrangeiros, raptados aquando do ataque ocorrido no dia 03 de Setembro na localidade de Marangira, no distrito de Marrupa, na província do Niassa. As informações são ainda escassas, mas o porta-voz do Ministério da Defesa, Omar Saranga, garante que proteger a população é a palavra de ordem.

“Neste momento, o mais importante é assegurar a protecção das populações, preservar a presença do Estado e continuar as operações destinadas a localizar e neutralizar os grupos responsáveis por este tipo de acções”, assegurou o porta-voz.

Citado pela RFI, Omar Saranga explicou que a ameaça terrorista em Niassa caracteriza-se pela mobilidade de pequenos grupos, que procuram locais mais recônditos para actuar. “A natureza desta ameaça caracteriza-se pela mobilidade de pequenos grupos que procuram explorar áreas menos povoadas, extensas e de difícil controlo, para realizar acções pontuais de intimidação, saque e destruição.”

A 09 de Setembro as autoridades moçambicanas reforçaram a segurança na Coutada de Marangira, após o ataque contra o acampamento turístico, associado ao treinador de futebol luso-moçambicano Carlos Queiroz, que provocou pelo menos um morto e a deslocação de 2700 pessoas, além do rapto de várias pessoas e destruição de infra-estruturas turísticas.

 

(Foto DR)

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