ANAMOLA condena intolerância política e ordena inquérito interno após incidentes com membros do MDM

O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) demarcou-se publicamente dos recentes actos de violência e intolerância política envolvendo indivíduos que se apresentam como seus membros e alegados simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Através de um comunicado divulgado neste domingo, 02 de Agosto, a formação política garantiu estar a tomar as devidas providências internas para responsabilizar os infractores.
O posicionamento do partido surge em resposta à circulação de vídeos e informações nas redes sociais que expõem confrontos físicos e verbais. No documento oficial, o ANAMOLA manifesta a sua profunda preocupação com as imagens e reitera que o seu projecto político não pactua com a humilhação de adversários.
O partido sublinha de forma contundente que a intimidação, a violência e a destruição de símbolos ou bens de outras formações políticas são práticas totalmente incompatíveis com os valores e princípios que norteiam a organização.
Dada a gravidade da situação exposta no espaço público, o ANAMOLA anunciou um conjunto de acções imediatas para repor a ordem e averiguar responsabilidades.
Em primeiro lugar, foi ordenado o apuramento interno imediato dos factos para esclarecer as reais circunstâncias da ocorrência.
Caso se confirme que os indivíduos envolvidos nos actos de vandalismo e agressão são efectivamente membros do partido, serão adoptadas as medidas disciplinares cabíveis por violação das normas internas.
O partido ressalvou ainda que quaisquer sanções aplicadas a nível interno ocorrerão sem qualquer prejuízo da intervenção necessária das autoridades policiais e judiciais competentes.
Rejeitando categoricamente qualquer forma de intolerância política, a direcção do partido esclareceu que não orienta, não incentiva, nem legitima a violência entre cidadãos. O Secretário-Geral instou as bases da sua formação e as demais forças políticas do país a adoptarem uma postura cívica e de convivência pacífica.
“A divergência de ideias deve ser resolvida através do diálogo, do debate democrático e do respeito mútuo, nunca por actos de violência ou constrangimento”, destaca a direcção no comunicado.
O ANAMOLA conclui a sua nota com um apelo à preservação da credibilidade do processo democrático em Moçambique, reafirmando que a luta política deve sempre distinguir-se pela força das ideias, pelo respeito absoluto ao Estado de Direito e pela defesa inegociável da dignidade humana de todos os cidadãos.
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