Despedimentos na LAM contrastam com novas contratações externas

Num artigo publicado este domingo, 1 de Novembro, o CDD aponta que a empresa justificou os despedimentos com a necessidade de reduzir custos operacionais, mas continuou a recrutar profissionais externos para posições estratégicas, incluindo nas direcções Financeira e de Compliance e nos departamentos de Contabilidade, Tesouraria e Aprovisionamento.
A organização destaca ainda a participação de Erica Varinde, proveniente da Vodacom/M-Pesa e sem vínculo contratual com a LAM, numa formação relacionada com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Segundo o CDD, a profissional poderá estar a ser preparada para assumir o cargo de directora comercial da companhia.
O CDD considera que a situação exige esclarecimentos sobre os critérios de selecção dos novos quadros, os encargos financeiros das contratações e a avaliação das competências dos trabalhadores internos que foram afastados.
A organização questiona igualmente a concentração de profissionais com experiência anterior na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) em cargos estratégicos da LAM, salientando que essa circunstância, por si só, não comprova qualquer irregularidade, mas exige transparência nos processos de recrutamento.
O CDD recorda que, em 2025, o Estado injectou 1,7 mil milhões de meticais na companhia, enquanto a HCB, a EMOSE e os CFM passaram a integrar a estrutura accionista da empresa, com investimentos de 36 milhões, 22 milhões e 22 milhões de dólares, respectivamente.
Para a organização, a reestruturação da companhia deve assentar em critérios objectivos, transparência e valorização dos recursos humanos, sobretudo por envolver recursos públicos.
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