Nuvunga exige investigações urgentes após onda de assassinatos políticos em Moçambique

Uma carta pública datada de 20 de de Setembro de 2026, redigida pelo activista Adriano Nuvunga, vem colocar no centro do debate público a onda de assassinatos políticos que ameaça a estabilidade democrática de Moçambique. Dirigida ao Chefe de Estado, a missiva questiona os limites da segurança nacional e o custo da participação cívica no país.
O documento relata casos graves ocorridos na última semana, incluindo o homicídio de Ilídio Facitela Gustavo — mobilizador da ANAMOLA em Morrumbene e testemunha indicada no processo de Venâncio Mondlane no Tribunal Supremo — e o assassinato a tiro do brigadeiro reformado e combatente da Renamo, Pensado Alfinete, na província de Sofala. Para o autor, estes episódios reabrem feridas profundas de três décadas de democracia multipartidária.
A carta enfatiza que a motivação política não pode ser ignorada pelas autoridades e exige que o Estado investigue exaustivamente todas as hipóteses para identificar mandantes e autores materiais. Nuvunga reforça ainda que o Diálogo Nacional Inclusivo perde o sentido enquanto existirem famílias a chorar mortes sem justiça, apelando a uma intervenção presidencial urgente em prol de uma política sem sangue e de uma reconciliação pautada pela verdade.
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