Governo diz “N” à subida do preço do transporte. Mas só por três meses

O Governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, e a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) chegaram, na noite de ontem (06), a um entendimento que garante a manutenção das tarifas de transporte público de passageiros, a partir de hoje (07), evitando, assim, um agravamento das despesas diárias das famílias.
“Anunciamos que o Governo e a FEMATRO chegaram a um entendimento, que estabelece uma medida extraordinária de compensação financeira aos operadores de transporte público de passageiros. Como resultado deste entendimento, informamos que não haverá agravamento das tarifas de transporte público. Esta decisão significa que os passageiros poderão continuar a utilizar os serviços de transporte público pagando as tarifas actualmente em vigor, sem qualquer aumento decorrente deste processo”, garantiu o director nacional dos Transportes e Segurança, Alberto Matusse.
Na mesma ocasião, o Governo reconheceu que o sector dos transportes rodoviários enfrenta uma pressão crescente sobre os seus custos de funcionamento, em particular devido à evolução do preço dos combustíveis, bem como aos encargos relacionados com a manutenção das viaturas, aquisição de peças sobressalentes e outras despesas inerentes à operação. Contudo, assume que “qualquer agravamento das tarifas de transporte tem consequências directas sobre o orçamento das famílias, sobretudo dos cidadãos que dependem diariamente dos transportes públicos para se deslocarem aos seus locais de trabalho, escolas, mercados e outras actividades essenciais.”
Para o efeito, o Executivo decidiu como solução a atribuição de compensações financeiras extraordinárias aos operadores, que variam entre 25 mil e 90 mil meticais, em função do tipo e da categoria da viatura. De acordo com o Governo, a medida terá a duração de três meses e visa aliviar a pressão sobre os custos operacionais dos transportadores, sem transferir esse encargo para os passageiros.
“Importa esclarecer que esta é uma medida de carácter extraordinário e temporário, cuja vigência será de três meses. Durante este período, o Governo e os representantes dos operadores irão acompanhar a sua implementação, avaliar os resultados alcançados e analisar as condições necessárias para assegurar a continuidade e sustentabilidade dos serviços de transporte público”, destacou Matusse.
O Executivo refere que com esta decisão, procura-se “proteger o poder de compra dos cidadãos, sobretudo das famílias que dependem diariamente do transporte público para trabalhar, estudar e realizar outras actividades essenciais”.
“Num contexto de pressão sobre o custo de vida, evitar o aumento das tarifas significa também preservar o rendimento familiar e reduzir o impacto das despesas de transporte no orçamento doméstico”, acrescenta.
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