Sociedade

Moçambique adopta planeamento geoespacial para reduzir custos da electrificação

O País passa a dispor de instrumentos de planificação geoespacial para orientar os investimentos na electrificação. A medida poderá ajudar na identificação das soluções de menor custo para cada região e maximizar o impacto económico e social dos recursos aplicados no sector.

Trata-se do Plano Nacional Geoespacial de Electrificação de Menor Custo 2026-2030 e da Plataforma Integrada de Electrificação de Moçambique lançados nesta sexta-feira (06), em Maputo, pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale.

“Este instrumento garante que cada metical investido na electrificação traga o maior impacto social e económico possível para cada assentamento humano, de forma eficiente e ao menor custo por ligação”, afirmou Pale.

Segundo uma publicação da AIM, o plano utiliza modelação avançada e dados geoespaciais para determinar a combinação mais eficiente entre a extensão da rede eléctrica nacional e soluções fora da rede, tendo em conta as características dos diferentes assentamentos humanos.

A abordagem pretende assegurar que as decisões de investimento sejam tomadas com base em informação territorial, para identificar os locais onde a expansão da rede convencional é mais adequada e aqueles em que soluções descentralizadas podem representar uma alternativa economicamente mais viável.

A Plataforma Integrada de Electrificação de Moçambique foi concebida para reunir e harmonizar informação do sector, disponibilizando mapas e painéis interactivos que permitem acompanhar os projectos, identificar necessidades e melhorar a coordenação entre as instituições envolvidas.

A ferramenta deverá facilitar a articulação entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), a Electricidade de Moçambique (EDM), o Fundo de Energia (FUNAE), o sector privado e parceiros de cooperação.

Segundo o ministro, a integração da informação permitirá reduzir a duplicação de iniciativas, reforçar a transparência e melhorar a monitoria dos investimentos, tanto na electrificação através da rede nacional como nas soluções descentralizadas.

Pale convidou o sector privado e as instituições financeiras a utilizarem a plataforma para identificar oportunidades de investimento, tendo em conta a informação sobre as necessidades e prioridades de electrificação do País.

O governante apelou às instituições do sector para que adoptem os dois instrumentos como referências do trabalho quotidiano, assegurando a actualização dos dados e a coordenação institucional necessária à sua implementação.

O lançamento enquadra-se nos esforços do Governo para alcançar o acesso universal à electricidade até 2030, em alinhamento com o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número sete. A iniciativa conta com financiamento do Banco Mundial e assistência técnica da organização Sustainable Energy for All (SEforALL).

 

(Foto DR)

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