CNJT promove Seminário sobre Sindicalização Juvenil para fortalecer a nova geração de líderes sindicais

Juventude, Trabalho Digno e Sindicalização: Construindo a Nova Geração de Líderes Sindicais foi o tema do Seminário sobre Sindicalização Juvenil realizado pelo Comité Nacional dos Jovens Trabalhadores (CNJT), no dia 13 de Agosto, no Hotel Otia, na cidade de Maputo, no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Juventude, assinalado a 12 de Agosto.
O encontro realizado enquadra-se nos esforços da OTM-CS para fortalecer a participação da juventude no movimento sindical moçambicano, promovendo o conhecimento dos direitos laborais, a sindicalização e o envolvimento activo dos jovens nas estruturas sindicais.
Na abertura do seminário, o Secretário-Geral da OTM-CS, Damião Simango, reafirmou a disponibilidade da organização em apoiar os jovens trabalhadores na defesa dos seus direitos e destacou a importância da massificação da participação juvenil no movimento sindical.
Ao longo do seminário, foram debatidos temas relacionados com a importância da sindicalização na protecção e desenvolvimento da juventude trabalhadora, os direitos laborais e o trabalho digno, bem como o papel da juventude na renovação e construção de uma nova geração de líderes sindicais.
Na abordagem sobre a importância da sindicalização, António Paunde destacou que os sindicatos constituem um mecanismo fundamental para transformar as normas nacionais e internacionais do trabalho em melhorias concretas nas condições de vida e de trabalho dos jovens. Defendeu, entre outras medidas, o fortalecimento das estruturas sindicais, a inclusão dos jovens da economia informal, a promoção de campanhas de educação sobre direitos laborais e a participação efectiva da juventude nos mecanismos de diálogo social.
Por sua vez, Mauro Zefanias, ao abordar o tema “Juventude, Trabalho Digno e Direitos Laborais: Conhecer para Defender”, sublinhou que o conhecimento é fundamental para a defesa dos direitos dos trabalhadores. Segundo a reflexão apresentada, a sindicalização deve ser entendida como um instrumento de organização, prevenção, negociação e defesa dos direitos laborais.
Já Joaquim Chacate, na abordagem sobre “Juventude e Liderança Sindical: Construindo a Nova Geração de Líderes”, salientou que a juventude não deve ser vista apenas como um segmento da política sindical, mas como uma dimensão essencial para a sustentabilidade do movimento sindical.
Entre as principais conclusões, destacou-se a necessidade de garantir aos jovens participação real, formação, responsabilidade progressiva e oportunidades de liderança, bem como a importância de aproximar as estruturas sindicais dos trabalhadores da economia informal.
O seminário recomendou ainda uma maior articulação entre experiência e juventude, defendendo que ambas devem funcionar como uma aliança estratégica, e não como fontes de conflito, assim como a necessidade de planear a sucessão das lideranças desde as primeiras fases de exercício da liderança sindical.
Como mensagem central do encontro, ficou o compromisso de que o futuro do movimento sindical e do mercado de trabalho em Moçambique não deve ser apenas aguardado, mas construído no presente, através da união, participação e acção da juventude trabalhadora.
O CNJT reafirmou, assim, o seu compromisso de continuar a promover iniciativas de formação, mobilização e participação juvenil, contribuindo para um movimento sindical mais inclusivo, dinâmico e preparado para responder aos desafios do futuro.




