Sociedade

“Nenhum pai traz comida sem sair de casa” afirma Daniel Chapo ao responder a críticos sobre as suas viagens

O Presidente da República utilizou o lançamento do maior projecto de saúde do seu mandato para rebater as acusações de despesismo nas suas viagens ao exterior, apresentando a obra como resultado directo da sua diplomacia económica.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recorreu a uma metáfora familiar para responder às duras críticas sobre as suas frequentes deslocações ao exterior. Acusado de promover o despesismo e de realizar viagens sem retorno para o país, o Chefe do Estado aproveitou a manhã desta segunda-feira, 03 de Agosto, para apresentar os resultados práticos da sua agenda internacional.

Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção do Centro Nacional Cirúrgico — o primeiro de que o país vai dispor —, Chapo foi categórico ao justificar a sua “diplomacia económica” levada a cabo neste primeiro ano do seu mandato.

“Já explicamos que não há nenhum pai que pode trazer comida em casa sem sair de casa. Tem que sair todos os dias para ir trabalhar, por forma a trazer comida na mesa da sua família” afirmou no seu discurso.

O Chefe do Estado acrescentou ainda que a sua figura se equipara à de um pai que tem de se preocupar com o seu povo. “E dizem que [o Presidente] está a viajar muito. O resultado está aqui, para melhor saúde para o povo moçambicano”, concluiu.

A infra-estrutura, que serviu de argumento central para a resposta do Presidente aos críticos, é um projecto estratégico e de grande dimensão, erguido no âmbito da cooperação bilateral entre Moçambique e a China.

A obra está orçada em cerca de 42 milhões de dólares americanos, dos quais 40,5 milhões são financiados por Pequim e 1,55 milhões de dólares assumidos pelo Governo de Moçambique. O projecto é visto pelo Executivo como a prova de que as missões diplomáticas atraem investimento real para o país.

O novo Centro Nacional Cirúrgico promete ser um ponto de viragem no Sistema Nacional de Saúde (SNS). De acordo com os dados apresentados, o empreendimento visa reforçar a capacidade nacional na prestação de cuidados cirúrgicos altamente especializados, ao mesmo tempo que moderniza a rede sanitária e os equipamentos hospitalares do país.

Outro grande ganho apontado pelo Executivo é a redução drástica das evacuações de pacientes para o exterior. Além disso, a unidade sanitária vai contribuir directamente para a formação contínua e qualificação de profissionais de saúde no território nacional.

Com esta obra, o Governo procura mostrar que os fundos investidos na diplomacia presidencial estão a ser convertidos em infra-estruturas que resolvem problemas estruturais e de longo prazo para as famílias moçambicanas.

Imagem: DR

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