Edis da Área Metropolitana de Maputo buscam soluções para travar crise de transportes

O agravamento da crise dos transportes públicos, impulsionado pelo impacto da subida do preço de combustíveis levou os edis da Área Metropolitana de Maputo a reunir-se, esta segunda-feira, para buscar soluções que permitam responder aos desafios da mobilidade nas sete autarquias da região.
A reflexão dominou os trabalhos realizados na cidade de Maputo, em sede da II Sessão Extraordinária e foi dirigida pelo Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, na qualidade de Presidente do Conselho Metropolitano de Transportes de Maputo.
Os municípios que constituem o Conselho Metropolitano de Transportes de Maputo (das Cidades de Maputo e da Matola, das Vilas de Boane, Matola-Rio, Namaacha e Marracuene) apreciaram, dentre outros pontos de agenda o impacto da subida dos preços dos combustíveis sobre os transportes de passageiros na região.
A procura de transportes públicos nas sete autarquias metropolitanas tem vindo a aumentar a olhos vistos, colocando sob forte pressão as autoridades municipais que há muito veem demostrando incapacidade em resolver o problema.
O encontro serviu também para analisar o ponto de situação do pagamento dos subsídios de compensação aos transportadores.
Segundo dados divulgados no encontro, nos últimos dois meses, foram pagos mais de 238 milhões de meticais aos operadores inscritos, numa altura em que continua a crescer o número de benificiários abrangidos pelo sistema de apoio.
Para os edis da Área Metropolitana de Maputo esta é uma situação que não se afigura sustentável, tendo ficado assente que nos próximos dias irão decorrer trabalhos técnicos para a produção de uma proposta sustentável para o efeito.




