ICM reforça comercialização de milho e recuperação de armazéns na província de Tete

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) está a reforçar as acções de acompanhamento da produção agrícola, comercialização de cereais e recuperação de infra-estruturas de armazenamento na província de Tete, no âmbito dos esforços para dinamizar a cadeia de valor do milho e fortalecer a reserva estratégica nacional.
Durante uma jornada de trabalho na província, o director-geral do ICM, Luís Fazenda, visitou a Associação Agropecuária de Canjala, no distrito de Angónia, onde se inteirou da produção e das perspectivas de comercialização dos membros da organização.
Na ocasião, o presidente da associação, Carlos Luís, informou que a agremiação dispõe actualmente de cerca de 150 toneladas de milho em armazém, prontas para serem comercializadas. A organização já vendeu mais de 600 toneladas do cereal ao Programa Mundial Alimentar (WFP), ao preço de 20,8 meticais por quilograma.
A Associação Agropecuária de Canjala conta com 470 membros, dos quais 250 são mulheres e 220 homens, que se dedicam à actividade agropecuária. A comercialização dos excedentes representa uma oportunidade para os produtores escoarem a sua produção e obterem rendimentos.
Ainda no distrito de Angónia, o director-geral do ICM visitou uma fábrica de processamento de milho localizada em Ulongue, com o objectivo de acompanhar o funcionamento da unidade industrial e avaliar a sua capacidade de transformação da produção agrícola local.
A visita enquadra-se nas acções destinadas a acompanhar o desenvolvimento da cadeia de valor do milho e promover a industrialização rural nas zonas de maior produção agrícola, aproximando as infra-estruturas de processamento dos produtores.
Já no distrito de Moatize, Luís Jobe Fazenda visitou, na manhã de 9 de Outubro de 2026, os armazéns de Kambulatsitsi, para avaliar as condições das infra-estruturas destinadas à conservação e circulação de cereais.
Durante a vistoria, constatou-se que um dos armazéns, com capacidade para 5.000 toneladas, foi vandalizado. O outro, por sua vez, apresenta condições para funcionar como armazém de trânsito, beneficiando da proximidade à linha férrea, situada a cerca de um quilómetro.
Segundo as informações partilhadas durante a visita, esta infra-estrutura desempenha a função de armazém de trânsito desde a época colonial, devido à sua localização estratégica junto da linha ferroviária.
Perante a situação, o director-geral do ICM instruiu a delegação provincial a preparar o armazém em condições de utilização para receber mercadorias da população e milho destinado à reserva estratégica nacional.
As deslocações às diferentes infra-estruturas e organizações agrícolas visam melhorar o acompanhamento da produção e da comercialização de cereais, promover o aproveitamento da capacidade de armazenamento existente e facilitar o escoamento dos excedentes dos produtores.
Com estas acções, o ICM procura reforçar as condições de conservação e circulação de cereais, estimular a transformação da produção nacional e contribuir para a segurança alimentar, através de uma gestão mais eficiente dos stocks e da consolidação da reserva estratégica de cereais do país.
Imagem: DR
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