Sem resposta do Executivo, FEMATRO admite subir preço do transporte

Os utentes de transportes públicos semi-colectivos de passageiros, popularmente conhecidos como “chapa”, na região do Grande Maputo, podem vir a pagar mais caro pelas viagens em breve. A possibilidade de um agravamento das tarifas surge na sequência do impasse entre a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) e o Governo.
Segundo a agremiação falando à MBC dos transportadores, o Executivo tem falhado no cumprimento do acordo estabelecido para o pagamento de compensações financeiras destinadas a mitigar o elevado custo dos combustíveis. Devido à falta de previsibilidade e de datas concretas para a liquidação destes subsídios por parte da Agência Metropolitana de Transportes, o sector defende que a revisão em alta do preço do transporte passa a ser a única alternativa viável.
Paulo Muthisse, presidente da FEMATRO, explicou que, num dos encontros mantidos com as autoridades governamentais, foi colocada em cima da mesa a aceitação de um incremento de cinco meticais nas tarifas aplicadas em toda a Área Metropolitana. No entanto, a proposta governamental não gerou consenso entre os operadores.
Enquanto parte dos transportadores pondera aceitar os cinco meticais desde que o subsídio estatal seja mantido, outros defendem a adopção integral da proposta inicial da FEMATRO, que previa um aumento de vinte meticais nas rotas.
Para definir uma posição definitiva face a este cenário de braço de ferro com o Governo, a FEMATRO tem agendada uma reunião para o próximo dia 25, onde deverão ser anunciadas as medidas a adotar pelo sector.
Imagem: DR




