Igreja Católica “insiste” no esclarecimento sobre assassinato do Bispo de Quelimane

O Arcebispo de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom Inácio Saure, afirmou que a Igreja Católica continua a aguardar uma verdade completa sobre o assassinato de Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e administrador Apostólico da Beira, morto a 06 de Junho, na sua residência episcopal, em circunstâncias que permanecem por esclarecer.
Dom Inácio falava no último domingo (28), na Paróquia de São Pedro, na cidade de Nampula, durante a celebração do Jubileu dos 75 anos daquela comunidade paroquial, ocasião em que voltou a manifestar a dor da Igreja e o apelo por justiça.
Citado numa publicação do portal Ikweli, o prelado afirmou que os fiéis continuam à espera de uma resposta convincente sobre a morte do Pastor católico, defendendo que o esclarecimento do caso deve ser transparente e baseado na verdade.
“Não consigo terminar essa homilia sem reiterar o apelo da nota da Conferência Episcopal de Moçambique, sobre o bárbaro assassinato do meu irmão Dom Osório, insisto sobre isso, a verdade de toda a verdade. Não apenas meias verdades só para satisfazer a curiosidade popular ingénua. O povo está à espera desta verdade, o povo está à espera de uma verdade completa não incompleta”, afirmou.
Para Dom Inácio Saure, a reconciliação só pode existir quando a verdade for plenamente respondida, razão pela qual insistiu que as autoridades continuem a investigar o caso até ao seu completo esclarecimento.
O presidente da CEM considera que a morte de Dom Osório continua a ser uma ferida aberta para a Igreja Católica em Moçambique, que permanece em oração e à espera de justiça.
Dirigindo-se aos fiéis da Paróquia de São Pedro, o Arcebispo apelou para que o Jubileu dos 75 anos seja vivido como um verdadeiro tempo de conversão, renovação espiritual e compromisso com os valores do Evangelho.
Dom Inácio concluiu exortando os cristãos a permanecerem firmes na fé, servindo a Igreja com humildade, amor e espírito de missão, seguindo o exemplo deixado por Dom Osório Citora, que classificou como um mártir da fé.
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