Sociedade

África Indústrias desmente importações fictícias e aponta perseguição pelo fim de monopólio em Nacala

Empresa emite comunicado duro a repudiar alegações de importações fictícias, aponta o fim do monopólio de óleos como a verdadeira causa dos ataques e avança com queixas-crime contra órgãos de comunicação e autores de denúncias falsas.

A África Indústrias, empresa instalada na Zona Económica Especial (ZEE) de Nacala, na província de Nampula, rompeu o silêncio através de um extenso comunicado de imprensa emitido a 10 de Agosto. A empresa responde frontalmente à onda de notícias recentes que colocaram sob escrutínio as suas operações comerciais e a legalidade das suas importações de óleo.

No documento, a administração da empresa classifica as alegações de “campanha de denúncias falsas, anónimas e coordenadas”, sublinhando que, desde o início das suas actividades em 2025, foi alvo de treze denúncias que desencadearam inspecções e auditorias exaustivas por parte da Autoridade Tributária, Alfândegas e laboratórios nacionais, resultando em “zero condenações ou comprovação de qualquer acusação”.

Para a África Indústrias, o cerco mediático e as denúncias recorrentes têm raízes económicas claras. A entrada da empresa no mercado de óleos alimentares quebrou um monopólio de facto que vigorava há cerca de duas décadas por um grupo restrito de operadores.

O impacto nos preços foi imediato e sentido pelas famílias moçambicanas: o preço do óleo alimentar, que oscilava em torno de 150 meticais por litro, desceu para cerca de 100 meticais, traduzindo-se numa redução de um terço. “Uma denúncia que fosse verdadeira teria bastado. Treze denúncias falhadas não são fiscalização, são perseguição”, aponta o comunicado.

Testes laboratoriais realizados pelo Laboratório Nacional de Análise de Alimentos (INNOQ) atestaram que o produto importado é óleo bruto (com índice de acidez de 1,8 mg KOH/g), devidamente enquadrado pela Direcção-Geral das Alfândegas na posição pautal correcta e isento de IVA.

Sobre a alegada retenção do navio Pacific Horizon e as notícias de irregularidades em documentos como o bill of lading, a empresa refuta categoricamente, afirmando que nenhum navio ao seu serviço foi retido e que as autoridades competentes recolheram amostras seladas em triplicado que confirmam a conformidade total da carga.

Diante do que classifica como difamação e reprodução acrítica de conteúdos sem contraditório, a África Indústrias instruiu os seus mandatários a avançar com queixas-crime contra os autores das denúncias e os órgãos de comunicação envolvidos, exigindo indemnizações por danos causados.

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