Governo quer aprovar regras para Inteligência Artificial nas escolas este ano

A redacção do documento estratégico sobre o uso da inteligência artificial no setor da educação em Moçambique encontra-se em fase avançada. De acordo com a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, a proposta deverá dar entrada no Conselho de Ministros ainda este ano para a respectiva aprovação.
Segundo avança a STV, a iniciativa visa dotar o país de um directório com balizas concretas e orientações claras, garantindo que a integração tecnológica preserve e reforce a qualidade do ensino a todos os níveis, desde o primário até ao superior.
Durante a abertura da Quarta Conferência Nacional de Educação à Distância, realizada esta quarta-feira, 16 de Setembro em Maputo, a governante destacou a importância de regulamentar o uso da inteligência artificial generativa.
“Falamos da inteligência artificial generativa, aquela que produz conteúdos através de comandos, permitindo buscar respostas e gerar materiais educativos. O objectivo é termos uma regulamentação que nos permita usá-la com responsabilidade e ética,” afirmou Samaria Tovela.
A ministra sublinhou que o processo tem sido desenvolvido em articulação com todas as instituições de ensino do país, estando a fase de auscultação e produção de normas quase concluída para apreciação governamental.
Sob o lema de debater desafios e encontrar soluções para o sector, o evento também serviu para analisar o crescimento expressivo da modalidade de ensino à distância em Moçambique.
Dados preliminares para o ano de 2025 indicam que o ensino superior à distância deverá abranger 75.200 estudantes, o que representa cerca de 26,6% do total nacional nesta categoria.
“Mais do que números, estes dados representam jovens, mulheres, trabalhadores e cidadãos que encontram na educação à distância a oportunidade de adquirir competências e contribuir activamente para o desenvolvimento do país,” frisou a ministra.
A Quarta Conferência Nacional de Educação à Distância tem como meta produzir diagnósticos precisos sobre a situação actual do sector no território nacional. Os trabalhos culminarão na adopção de uma declaração conjunta, concebida para servir de bússola orientadora para as políticas educativas nos próximos anos.
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