Venâncio Mondlane pede intervenção internacional perante denúncias de violência política em Moçambique

O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, submeteu uma apelação internacional na qual pede a intervenção de organizações de defesa dos direitos humanos e instituições internacionais perante o que considera ser um agravamento da violência política e das violações dos direitos humanos em Moçambique.
No documento, datado de 12 de Setembro, Venâncio Mondlane afirma que a situação inclui alegada perseguição política, violência contra figuras da oposição, representantes da sociedade civil, jornalistas e apoiantes políticos.
Entre os pedidos apresentados estão o estabelecimento de um mecanismo permanente de monitoria dos direitos humanos, o envio de missões independentes para investigar alegadas violações, a observação de processos judiciais envolvendo líderes da oposição e a protecção de vítimas, testemunhas e respectivas famílias.
A apelação também aborda o caso recente – a morte de Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador da ANAMOLA em Morrumbene, na província de Inhambane. Segundo o documento, Venâncio Mondlane anunciou que Gustavo teria sido raptado e posteriormente encontrado morto, sendo apontado como uma das testemunhas do processo que Mondlane enfrenta no Supremo Tribunal.
O documento refere ainda que, até 12 de Setembro de 2026, a ANAMOLA contabilizava pelo menos 57 mortes alegadamente relacionadas com episódios de violência registados entre Março de 2025 e Julho de 2026, incluindo a morte de Gustavo. Os números são apresentados pela própria organização e os diferentes períodos e casos não devem ser somados entre si.
Venâncio Mondlane enfrenta igualmente cinco acusações relacionadas com os protestos pós-eleitorais. Segundo a apelação, o líder da ANAMOLA rejeita as acusações e classifica o processo como perseguição política.
A ANAMOLA dirige o apelo à International Bar Association, Amnesty International, Human Rights Watch, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, SADC, missões diplomáticas e parlamentos internacionais.
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