Sociedade

Governo lança 72 mil jovens no caminho da formação e do empreendedorismo

O Governo vai colocar 72 mil jovens moçambicanos no caminho da formação profissional e do empreendedorismo, através de bolsas distribuídas pelas 11 províncias do país, anunciou ontem, em Nicoadala, na Zambézia, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

O Presidente classificou a iniciativa como uma demonstração concreta da aposta do Estado na juventude.

O Chefe do Estado falava na cerimónia central de apresentação dos beneficiários do Programa Acredita Emprega, ocasião em que foram entregues, simbolicamente, os primeiros termos de bolsa.

Segundo o estadista, o acto representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo seu Governo e marca o início de um processo que será replicado, nas próximas semanas, em todas as províncias do país.

“Hoje é um dia de compromisso cumprido. Reunimo-nos em Nicoadala para transformar uma promessa do Estado em algo que se pode tocar, assinar e levar para casa: a entrega de termos de bolsa”, afirmou o Presidente da República, sublinhando que a iniciativa pretende criar caminhos concretos para o emprego e o auto-emprego.

A Zambézia foi escolhida para acolher a cerimónia central por ser a província com maior número de beneficiários, com 16.591 jovens, correspondentes a 23 por cento do universo nacional.

Dentro da província, Nicoadala concentra o maior número, com 4.363 beneficiários, equivalente a 26,3 por cento dos jovens apurados na Zambézia.

A procura pelas bolsas de formação profissional, segundo o Chefe do Estado, demonstra a dimensão do desafio do emprego juvenil. Entre 13 de Março e 18 de Maio deste ano, foram registadas 145.400 candidaturas em todo o país, tendo sido seleccionados, após um processo conduzido por uma entidade internacional independente, 72 mil jovens de 78 distritos vulneráveis.

Do total dos beneficiários, 50.400 são mulheres, correspondentes a 70 por cento, enquanto 21.600 são homens. Paralelamente, 14.400 jovens mulheres receberão uma subvenção não reembolsável de 100 mil meticais cada, destinada à expansão dos seus negócios, com acesso a serviços de mentoria e formação especializada.

O Chefe do Executivo moçambicano apelou aos beneficiários para que façam uma gestão rigorosa dos recursos e cumpram os compromissos assumidos, defendendo que as bolsas devem servir como instrumentos para gerar rendimento e emprego.

“O termo de bolsa que hoje recebem é, antes de mais, um acto de confiança do Estado moçambicano na juventude. Não é um subsídio para consumir, é um instrumento para produzir e multiplicar. Não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”, disse.

O Presidente Daniel Chapo reconheceu que o emprego juvenil continua a enfrentar desafios relacionados com o peso da economia informal, as limitações no acesso ao crédito e a fraca ligação entre a formação e o mercado de trabalho.

Para responder a estes constrangimentos, apontou como prioridades a expansão do Acredita Emprega, o reforço da articulação entre formação, financiamento e mercado e o fortalecimento das parcerias entre o Estado, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento.

O programa é implementado pelo Governo, através do Ministério da Juventude e Desporto, e está inserido no Projecto para o Empoderamento e Resiliência das Raparigas na África Oriental (EAGER), financiado pelo Banco Mundial.

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