Economia

Chapo quer o sector privado no centro da transformação económica

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou ontem, em Mocuba, a necessidade de o sector privado assumir um papel central na transformação da economia moçambicana, destacando a necessidade de criar mais emprego e assegurar que os grandes investimentos realizados no país produzam benefícios concretos para as famílias moçambicanas.

O Chefe do Estado falava durante a inauguração do Centro de Negócios de Mocuba e o lançamento do Programa Jobs Now.

Na ocasião, afirmou que cabe ao Estado criar condições para o desenvolvimento da actividade empresarial, através da construção de infra-estruturas, simplificação de procedimentos e remoção dos obstáculos ao ambiente de negócios.

Segundo explicou, a prioridade da governação passa por aproximar as instituições públicas dos cidadãos e das empresas, de modo a facilitar a criação e expansão de negócios

“A prioridade central da nossa governação é acelerar o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, criando mais emprego para os jovens e as mulheres, principalmente; criar mais produção; mais empresas, principalmente as micro, pequenas e médias empresas; criar mais rendimento e melhores condições de vida para o povo moçambicano”, declarou.

Outrossim, o Presidente Chapo considerou o Centro de Negócios de Mocuba uma infra-estrutura estratégica para facilitar a actividade empresarial na Zambézia, destacando a existência do Balcão de Atendimento Único (BAÚ), que reúne serviços essenciais para os empresários, incluindo o registo de empresas e tratamento de documentação.

O espaço deverá também apoiar investidores nacionais e estrangeiros, promover parcerias e dinamizar a economia local.

Ao abordar o Programa Jobs Now, o estadista moçambicano disse que a iniciativa pretende acelerar a criação de emprego para a juventude, reforçar a empregabilidade e apoiar empresas com capacidade de gerar postos de trabalho.

O programa contará com cerca de 128 milhões de dólares e terá como referência não somente os recursos mobilizados, mas sobretudo o número e a qualidade dos empregos criados e a integração de jovens e mulheres na actividade económica.

O Chefe do Estado anunciou igualmente o reforço de instrumentos de apoio ao sector privado, com destaque para a VIII edição do Fundo Catalítico, o Programa Emprega, o Fundo de Desenvolvimento Económico Loal (FDEL), o Pro Jovem, o Pro Mulher e iniciativa Acredita Emprega.

Segundo explicou, estes mecanismos deverão articular financiamento, formação, empreendedorismo e cadeias de valor, com o objectivo de aumentar a produção nacional e gerar emprego formal.

Além disso, o Presidente da República relacionou ainda esta agenda com os grandes investimentos previstos para a Bacia do Rovuma, estimando entre 50 e 60 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos cinco a dez anos.

Sublinhou, contudo, que a participação das empresas moçambicanas no fornecimento de bens e serviços é fundamental para garantir que parte desse capital permaneça no país, destacabndo as aprovação de nova legislação e mecanismos de financiamento para aumentar a participação nacional.

“Mais produção, mais emprego, mais dignidade para o nosso povo, mais exportações e menos importações é o que nós queremos para o nosso futuro. E é isto que vai fazer parte da nossa independência económica”, afirmou o Presidente, reiterando que o sector privado deve ser apoiado pelo Estado, sem burocracia e corrupção, para que possa investir, inovar, produzir e criar emprego.

No encerramento, o Chefe do Estado apelou à conjugação de esforços entre o Estado, o sector privado, os parceiros de cooperação, os jovens e as comunidades para transformar os instrumentos lançados em resultados concretos, defendendo maior responsabilidade, coordenação e foco na produção e no emprego.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo