Sociedade

O megaprojecto energético que vai reescrever o futuro económico de Moçambique e do Zimbabwe

Os Presidentes de Moçambique, Daniel Chapo, e do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, procederam esta quarta-feira, 2 de Setembro, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, ao lançamento da primeira pedra para o projecto de aumento da capacidade de bombagem da Companhia do Pipeline Moçambique–Zimbabwe (CPMZ).

A infra-estrutura assume um papel vital na segurança energética da região austral, assegurando o escoamento rápido e seguro de combustíveis a partir do Porto da Beira rumo aos mercados do interior.

Durante a cerimónia de lançamento, o Chefe de Estado moçambicano destacou a dimensão geopolítica e humana da obra. Daniel Chapo sublinhou que a infra-estrutura “transporta mais do que combustível: transporta confiança, cooperação e interdependência entre os nossos povos.”

Com a concretização deste empreendimento de grande envergadura, a capacidade instalada do oleoduto deverá saltar para cinco milhões de metros cúbicos por ano. O incremento vai mitigar os constrangimentos logísticos no transporte de produtos petrolíferos, garantindo maior estabilidade no abastecimento interno do Zimbabwe e impulsionando o dinamismo económico ao longo do Corredor da Beira.

Por seu turno, o Presidente zimbabwiano, Emmerson Mnangagwa, enfatizou que o arranque das obras consagra a solidez dos laços históricos entre as duas nações. Para Mnangagwa, o projecto reflecte não só a “inquebrável relação histórica entre os dois países, mas também a forte cooperação económica” que continua a dar frutos tangíveis para o desenvolvimento regional.

Na mesma linha, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, apontou que a modernização do pipeline consolida o Corredor da Beira como uma plataforma logística de referência internacional, reforçando o papel de Moçambique como catalisador da integração económica e do comércio na África Austral.

Imagem: DR

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