Air Mozambique integra cinco aviões próprios e atinge dez aeronaves na frota total – MZNews

A nova era da aviação civil em Moçambique já está em marcha. As duas aeronaves recentemente adquiridas para reforçar a frota das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), agora sob a nova identidade Air Mozambique, encontram-se em plena operação no espaço aéreo nacional, segundo avançá o Ministério que tutela o sector dos transportes.
Após a chegada dos novos meios, o destaque recaiu sobre o baptismo oficial da aeronave “Zambeze”, um modelo Embraer 190 com capacidade para 100 passageiros, realizado na segunda-feira, 17 de Agosto. Com esta integração, a companhia de bandeira nacional passa a dispor de cinco aeronaves próprias e igual número em regime de aluguer, elevando para dez o total de aparelhos que compõem a frota actual.
A escolha da cidade da Beira para acolher o segundo voo inaugural reflecte o peso estratégico da região centro na melhoria das ligações entre o Sul e o Norte do território nacional.
Intervindo no evento, o Secretário de Estado para os Transportes, Chinguane Mabote, sublinhou o impacto prático da medida para o desenvolvimento económico e social do país.
“O Governo pretende responder a uma necessidade concreta do País, nomeadamente transportar mais pessoas, aproximar mercados e melhorar a regularidade da mobilidade aérea nacional”, afirmou o governante, acrescentando que a iniciativa traduz a ambição de consolidar uma rede de transportes mais integrada, eficiente e acessível aos moçambicanos.
Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração da LAM, Agostinho Langa Jr., apontou os ganhos já alcançados com o processo de reestruturação em curso na empresa. Entre os principais marcos destaca-se a obtenção de mais de 6 milhões de dólares em poupanças anuais.
Segundo o responsável, esta margem financeira foi conseguida através da renegociação e redução de contratos activos, optimização dos custos operacionais e administrativos, bem como da primeira fase de reorganização da força de trabalho.
“As medidas permitiram melhorar o equilíbrio financeiro da empresa e introduzir maior disciplina na gestão, controlo de custos, responsabilização e eficiência operacional”, concluiu Agostinho Langa Jr.
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