Ressano Garcia: Obras da fronteira de paragem única arrancam nesta segunda-feira

O Governo lança nesta segunda-feira (17) as obras de construção do Posto Fronteiriço de Paragem Única de Ressano Garcia, um marco importante na modernização do Corredor Logístico de Maputo.
Segundo avança a publicação da Carta de Moçambique, as obras são orçadas em 980 milhões de meticais, valor financiado pela empresa Gestão de Terminais e Serviços Aduaneiros (GTSA), concessionária do terminal de mercadorias do posto fronteiriço de Ressano Garcia, mais conhecido por KM4 (Quilómetro 4).
A empreitada inclui a construção das instalações da fronteira turística, o alargamento para três faixas da estrada de entrada e saída do terminal de mercadorias, a construção de novos acessos para camiões de transporte de minérios para o Porto de Maputo e de um complexo habitacional para os funcionários do Estado afectos ao posto fronteiriço de Ressano Garcia.
O empreendimento inclui ainda um investimento em infra-estruturas digitais, nomeadamente a digitalização e automação de processos de controlo transfronteiriço e integração dos sistemas de diferentes instituições do Estado que operam na fronteira de Ressano Garcia, o maior posto de travessia rodoviário de Moçambique.
Citado na publicação, o director nacional de Logística no Ministério dos Transportes e Logística (MTL), Fernando Ouana, disse que essa intervenção faz parte de esforços que visam o aumento da competitividade do Corredor Logístico de Maputo.
Ouana avançou que, uma vez concluídas as obras, quem sai da África do Sul para Moçambique irá atravessar a fronteira e terá uma única paragem no edifício onde estarão as autoridades de migração e das alfândegas dos dois países.
Este modelo elimina a necessidade que os viajantes têm de parar em dois pontos diferentes e reduz, por conseguinte, o tempo de travessia da fronteira.
No KM4 serão introduzidas filas expresso para camiões que transportam minérios com destino ao Porto de Maputo.
Acrescentou que os investimentos previstos na fronteira de Ressano Garcia terão um grande impacto na logística e na competitividade das empresas, pois haverá previsibilidade do tempo necessário para atravessar a fronteira.
Disse igualmente que a infraestrutura trata ganhos também ao nível do turismo, pois “a fronteira ficará mais flexível”, e isso conta muito na escolha de destino turístico”, salientou.




