Matlombe inicia fiscalização para o projecto de mais de 3500 quilómetros de estradas nacionais

Primeiras frentes de trabalho arrancam no início do próximo ano com foco em soluções resilientes.
O Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, iniciou hoje, quinta-feira, 2 de Julho, uma série de acções de fiscalização e monitoria no terreno com vista a viabilizar o arranque do Projecto Acelerado de Reabilitação e Construção de Estradas Nacionais, uma iniciativa estratégica que prevê intervir em mais de 3500 quilómetros de rodovias em todo o país ao longo de cinco anos. O governante falava durante uma visita de trabalho à província da Zambézia, onde aferiu o ritmo de execução das actuais infra-estruturas locais e lançou as bases para o programa “Mais Estradas-2031”.
Segundo o titular da pasta, o concurso público internacional para a selecção dos empreiteiros e consultores que vão assumir as obras foi lançado entre os meses de Abril e Maio. Para alinhar os objectivos operacionais do projecto, o Executivo promoveu seminários técnicos com os diferentes parceiros do sector, incluindo o último encontro realizado na passada segunda-feira, focado na introdução de novas tecnologias de construção civil e em soluções de engenharia mais resilientes e acessíveis para as províncias.
De acordo com o cronograma avançado por João Jorge Matlombe, a fase de recepção e abertura das propostas dos concorrentes deverá estar formalmente concluída até ao final do corrente mês de Julho. A expectativa do Ministério dos Transportes e Logística é que o processo de avaliação técnica e os trâmites administrativos fiquem fechados num espaço estimado de três meses, permitindo que todos os contratos com as empreiteiras sejam devidamente assinados antes do término do ano.
Esta planificação calendarizada tem o directo objectivo de assegurar que o período chuvoso, que habitualmente condiciona e atrasa as actividades de engenharia pesada no país, seja gerido com a devida antecedência. Assim que as condições climáticas e do terreno estiverem criadas na abertura do próximo ano, as frentes de trabalho vão iniciar a reabilitação e asfaltagem dos primeiros troços prioritários, impulsionando a conectividade rodoviária e o desenvolvimento socioeconómico das regiões abrangidas.



