Sociedade

Governo defende valorização da batata-reno nacional para reforçar a soberania alimentar

O Governo defende a adopção de medidas que privilegiem a compra e o consumo da batata-reno produzida em Moçambique, como forma de proteger os agricultores nacionais, estimular a produção interna e reforçar a soberania alimentar.

A posição foi manifestada na última quarta-feira (21), pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, durante uma visita de trabalho à exploração agrícola Horta Boa, no distrito de Moamba, província de Maputo.

Na ocasião, o governante acompanhou a colheita da cultura, implantada numa área de 100 hectares, no âmbito de uma iniciativa privada que prevê alcançar uma produção de cinco mil toneladas.

A exploração emprega cerca de 400 trabalhadores, dos quais 120 estavam envolvidos nas actividades de colheita da batata-reno. A cultura assume importância estratégica para a criação de postos de trabalho, o aumento da oferta de alimentos e o reforço da segurança alimentar e nutricional no país.

Para valorizar a produção nacional, Roberto Mito Albino defendeu a adopção de mecanismos de gestão do mercado que garantam prioridade aos produtos locais, reservando as importações para situações em que a oferta interna seja insuficiente para satisfazer a procura.

“Temos que encontrar uma forma de gestão do mercado para que, de facto, o produto nacional tenha prioridade”, sublinhou, reafirmando o compromisso do Governo com a promoção da produção agrícola nacional.

O ministro destacou, igualmente, a necessidade de melhorar a competitividade dos agricultores, tendo anunciado a realização de encontros com os produtores para identificar os constrangimentos que podem ser ultrapassados com a intervenção do Governo.

A iniciativa visa criar melhores condições para o desenvolvimento da actividade agrícola, incentivando os produtores a aumentarem a oferta e a responderem às necessidades do mercado nacional. “Vamos reunir com os produtores para, mais uma vez, encorajá-los a continuarem a apostar na produção, porque só assim é que podemos alcançar a nossa soberania alimentar”, afirmou.

Por sua vez, o representante da exploração agrícola Horta Boa, Vieira Lino, considerou que o país dispõe de mercado para absorver a batata-reno produzida localmente. Contudo, defendeu a criação de condições que facilitem o escoamento da produção e assegurem aos agricultores o retorno dos investimentos realizados.

 

(Foto DR)

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