Adriano Nuvunga denuncia alegada discriminação racial na progressão profissional na banca moçambicana

O activista dos direitos humanos Adriano Nuvunga denunciou alegadas práticas de discriminação racial na progressão profissional numa instituição bancária que opera em Moçambique, tendo solicitado uma audiência ao governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navala.
A denúncia consta de uma carta pública datada de 25 de Outubro, dirigida ao governador do banco central, na qual Nuvunga manifesta preocupação com a possibilidade de a cor da pele estar a influenciar decisões sobre promoções, atribuição de cargos de chefia e progressão na carreira dos trabalhadores do sector bancário.
Na carta, o activista considera preocupante que, num país cuja independência também representou a rejeição da discriminação racial, a cor da pele possa continuar a pesar mais do que a competência e o mérito profissional.
Nuvunga esclarece que não pretende condenar instituições sem o devido apuramento dos factos, mas defende que as denúncias desta natureza devem ser investigadas e não podem ser recebidas com indiferença institucional.
O activista afirma ainda que já solicitou uma audiência ao governador do Banco de Moçambique para abordar a questão e que continua a aguardar uma resposta.
Na sua exposição, sustenta que os princípios da igualdade e da não discriminação devem reflectir-se nas decisões de promoção e progressão profissional, e não permanecer apenas nos documentos institucionais.
“O mérito não tem cor. A competência não tem raça”, escreve Nuvunga, apelando à valorização das capacidades profissionais dos trabalhadores, independentemente da sua origem racial.
Até ao momento, a carta não apresenta provas detalhadas que permitam confirmar as alegações, nem identifica nominalmente a instituição bancária visada. As acusações carecem, por isso, de esclarecimento e de um apuramento independente dos factos.




