Sociedade

RENAMO promete apertar cerco contra alegados infiltrados internos

Partido acusa a FRELIMO de infiltrar indivíduos na sua estrutura e anuncia a modernização das estratégias internas, reafirmando apoio à liderança de Ossufo Momade.

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) promete intensificar as medidas contra aquilo que considera serem infiltrados internos, acusando a FRELIMO de colocar indivíduos no seio do partido com o objectivo de prejudicar o seu funcionamento.

Num comunicado divulgado recentemente, a formação política afirma que pretende reforçar a vigilância interna e adaptar as suas estratégias aos desafios actuais, recorrendo à inteligência e à experiência dos seus quadros mais antigos.

“Vamos apertar ainda mais o cerco contra os infiltrados internos”, declara a RENAMO, que atribui ao regime da FRELIMO a responsabilidade por alegadas infiltrações na sua estrutura. No entanto, o comunicado não apresenta provas que sustentem essas acusações.

O partido recorda os 16 anos de guerra civil e os dez anos de revolução que menciona, defendendo que a resistência demonstrada pelas gerações anteriores constitui uma referência para enfrentar os desafios actuais.

Segundo avança, os antecessores recorreram às armas de fogo durante os conflitos, enquanto as actuais gerações deverão dar continuidade à luta política através da inteligência. A RENAMO anuncia ainda que pretende modernizar e adaptar as suas estratégias, com o apoio dos seus generais mais experientes e dos oficiais superiores do partido.

A divulgação da posição ocorre num contexto de tensões internas na RENAMO, marcado por divergências em torno da liderança de Momade e da disciplina partidária.

O comunicado também surge no momento em que na quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, o Conselho Nacional da RENAMO decidiu expulsar António Muchanga, antigo deputado e uma das figuras críticas da liderança do partido. A decisão foi aprovada com 13 votos a favor e dois contra.

Muchanga vinha defendendo publicamente a saída de Ossufo Momade da presidência da organização. Após a divulgação da decisão, afirmou que ainda não tinha recebido uma comunicação oficial e que pretendia consultar os seus advogados antes de decidir os próximos passos.

A expulsão representa mais um episódio das divergências internas que marcam a formação política, enquanto a liderança procura reforçar a disciplina e a unidade do partido.

Imagem: DR

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