Sociedade

Autoridades detém suspeitos pelo assassinato de Dom Osório Citora, mas não esclarecem seu envolvimento

Quatro pessoas estão em prisão preventiva por suspeita de envolvimento no assassinato do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso. A confirmação é do Ministério Público na Zambézia, que mantém sob segredo de justiça os detalhes do processo. O bispo foi baleado mortalmente na noite de 6 de Junho, na sua residência oficial.

O porta-voz da Procuradoria provincial da República de Moçambique na Zambézia, Rambo Simbe, confirma a existência dos detidos, mas escusa-se a avançar mais detalhes, alegando que o processo ainda decorre sob segredo de justiça.

“É um processo que ainda está na fase de instrução, vigorando aqui, pelo menos até neste momento, o segredo de justiça, que é do conhecimento de todos. Vós, os cidadãos, gozam da presunção de inocência, mas o que podemos assegurar é que, em conexão com o caso, há quatro indivíduos que se encontram privados da sua liberdade, ou seja, estão em prisão preventiva, com medida de coacção mais gravosa.”

De acordo com uma publicação da RFI, as autoridades não revelam, para já, a identidade dos quatro detidos, nem esclarecem qual terá sido o seu eventual envolvimento no assassinato. O Ministério Público garante, contudo, que as investigações continuam, classificando o processo como particularmente complexo.

Segundo Rambo Simbe, a complexidade do caso está também relacionada com a condição da vítima, uma figura de destaque na comunidade religiosa da Zambézia.

“Na verdade, trata-se de um caso de particular complexidade, na medida em que a vítima, por si só, era uma individualidade, respeitada, de cariz religioso. Daí que o Ministério Público, atendendo e considerando essas nuances, está a desencadear acções pertinentes com vista ao apuramento dos factos.”

Dom Osório Citora Afonso foi assassinado a tiro na noite de 6 de Junho, na residência oficial da Diocese de Quelimane. O crime provocou reacções no seio da Igreja Católica, que tem exigido o esclarecimento das circunstâncias que levaram à morte do bispo e a responsabilização dos autores.

Enquanto decorrem as investigações, o Ministério Público mantém o processo sob segredo de justiça e não avança, para já, com informações sobre a identidade dos suspeitos ou sobre os próximos passos da investigação.

 

(Foto DR)

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