Mais de 250 moçambicanos afectados por actos xenófobos na África do Sul

Pelo menos 283 cidadãos moçambicanos foram afectados pelos actos de violência e intimidação registados durante as manifestações anti-imigrantes ocorridas na terça-feira, (30) em diferentes províncias da África do Sul, informou em comunicado de imprensa o Gabinete de Informação (GABINFO).
De acordo com comunicado, a situação mais grave foi registada em Mamelodi, nos arredores de Pretória, onde 194 cidadãos moçambicanos perderam as suas residências, incendiadas por manifestantes.
As vítimas, entre homens, mulheres e crianças, encontram-se sob assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, que está a garantir apoio básico de alimentação, estando igualmente em curso os preparativos para o seu repatriamento.
Na província de KwaZulu-Natal, concretamente em Clermont, na região de Pinetown, 38 cidadãos moçambicanos foram agredidos e obrigados a abandonar as suas residências. Entre os afectados encontram-se mulheres, incluindo uma grávida, bem como menores de idade.
Segundo a nota do GABINFO, o grupo encontra-se sob protecção policial, enquanto decorrem diligências para assegurar o respectivo regresso ao País.
O GABINFO avança ainda que na província de Limpopo, 51 cidadãos moçambicanos procuraram refúgio num centro comunitário de gestão de desastres, após terem sido alvo de ataques e actos de intimidação. As autoridades moçambicanas estão igualmente a acompanhar a situação, prestando assistência e organizando o seu repatriamento.
Na província de Mpumalanga, o Consulado-Geral de Moçambique em Mbombela continua a apurar a eventual existência de cidadãos nacionais afectados por incidentes reportados na localidade de Malahleni.
O comunicado refere que as missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul mantêm um acompanhamento permanente da situação e continuam a prestar assistência e protecção consular aos cidadãos moçambicanos afectados pela vaga de violência xenófoba.
Os recentes episódios de hostilidade contra imigrantes ocorreram na sequência de manifestações promovidas por grupos anti-imigrantes em várias regiões da África do Sul, situação que tem gerado preocupação entre os países da região da África Austral devido ao impacto sobre comunidades migrantes, incluindo a moçambicana.



