Sociedade

Liderança do PODEMOS confirma cerco financeiro ordenado pela justiça

Dias depois de ter negado e desvalorizado publicamente as informações avançadas em primeira mão pela imprensa sobre o cerco financeiro, o presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, acabou por confirmar que a medida judicial é uma realidade e já está a ser executada. A decisão impede qualquer movimentação financeira nas contas do partido, situação que poderá vigorar até ao encerramento definitivo do caso.

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo avançou com o bloqueio após um litígio e desentendimentos relacionados com a gestão de recursos e acordos políticos anteriores. A narrativa oficial do partido sofreu uma reviravolta clara poucos dias depois de ter tentado afastar a ideia de que estaria impedido de movimentar os seus fundos.

No lançamento de uma série de formações dirigidas aos membros, Albino Forquilha reconheceu perante os presentes que as contas estão efectivamente bloqueadas, corroborando o que havia sido noticiado. “Sim confirmo, as contas estão bloqueadas”, afirmou com tom apreensivo, segundo relatos recolhidos pelo jornal Evidências no local.

Na prática, esta medida significa que nenhuma verba entra ou sai das contas do partido abrangidas pela decisão judicial, impossibilitando a sua utilização normal. Os valores existentes permanecem retidos e fora do controlo operacional da direcção do PODEMOS.

Esta limitação financeira surge precisamente num período delicado em que a liderança procura manter em funcionamento a máquina partidária e executar atividades essenciais de formação e mobilização política. A confissão pública do dirigente contrasta abertamente com as declarações de negação veiculadas dias antes pela estrutura do partido.

Imagem: DR

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