Governo anuncia reabilitação dos regadios do Limpopo e Chókwè para reforçar gestão hídrica

O Governo anunciou a reabilitação dos regadios do Limpopo e Chókwè, localizados a norte da província de Gaza, com vista a transformar as infra-estruturas em plataformas de produção orientadas para o agro-negócio. A medida surge meses depois de as duas infra-estruturas terem sido afectadas pelas cheias e inundações de Janeiro a Março.
O anúncio foi feito durante um capacitação regional realizada entre 14 e 18 de Setembro, na cidade de Chimoio, que reuniu 32 técnicos das províncias de Manica, Sofala e Zambézia Promovida pelo Instituto Nacional de Irrigação (INIR), em coordenação com a Direcção Nacional de Extensão e o Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural, através do Programa de Desenvolvimento Integrado das Cadeias de Valor Agro-alimentares (PROCAVA), a formação incidiu sobre alguns dos principais obstáculos ao aproveitamento dos sistemas de irrigação.
Entre os problemas identificados estão os desafios de operação e manutenção das infra-estruturas, baixos níveis de rendimento agrícola, áreas de terra subaproveitadas, dificuldades de acesso aos mercados e a complexidade das estruturas responsáveis pela gestão dos regadios.
“Mercê dos esforços do Governo, o Instituto Nacional de Irrigação (INIR) está a trabalhar na reparação de danos críticos ocasionados pela ocorrência das últimas cheias e inundações nos regadios de Baixo Limpopo e Chókwè, ambos na província de Gaza, para tornar operacionais 15 mil hectares”, disse o director do INIR, Delfim Vilissa.
Com esta acção, espera-se que haja retomada da produção, uma vez que houve o rompimento de diques de protecção, assorearam valas de drenagem e destruíram-se casas de bombas, pelo que, dos trabalhos até aqui realizados, Delfim Vilissa destaca a reabilitação e disponibilidade para uso de oito mil hectares no regadio de Chókwè, e sete mil hectares no regadio do Baixo Limpopo.
A fonte referiu ainda que os trabalhos prosseguem para que, até ao início da próxima campanha agrícola (2026/2027), seja possível produzir uma área de 20 mil hectares.
“Acreditamos que é possível, olhando para a magnitude do trabalho que estamos a fazer”, disse Delfim Vilissa que se encontra na província de Manica para uma acção de formação de extensionistas sobre poupança de água no quadro da antecipação da mitigação aos efeitos do fenômeno El Niño que se avizinha.
(Foto DR)




