FUNDEC defende investimento e diversificação para sustentar crescimento económico

A Fundação para Competitividade Empresarial (FUNDEC) defende que o actual momento económico de Moçambique exige prudência, confiança, investimento, reinvestimento e diversificação da economia, num contexto marcado por um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) e pela desaceleração da inflação.
O presidente da FUNDEC, Agostinho Vuma, disse esta sexta-feira (18), que o País enfrenta fortes necessidades de financiamento, vulnerabilidade fiscal e uma elevada dependência do sector extractivo, factores que colocam no centro do debate a qualidade e a sustentabilidade do crescimento económico.
“Estas são questões particularmente importantes num país como Moçambique, onde existem fortes necessidades de fornecimento de créditos, vulnerabilidade fiscal e uma economia ainda muito dependente do sector extractivo, e é precisamente sobre isso que esta nossa segunda edição do FUNDEC Economic Outlook realiza o debate”, afirmou.
Citado pela AIM, Vuma referiu que, no segundo trimestre de 2026, o PIB registou um crescimento homólogo de 1,74%, enquanto a inflação, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Moçambique (BM), desacelerou para 6,45% em Agosto último, revelando uma evolução favorável dos preços.
Com base nestes indicadores, o FUNDEC levanta questões relacionadas com a qualidade do crescimento, investimento, reinvestimento, diversificação económica e capacidade de exportação do País.
No mesmo encontro, o presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, defendeu que a governação de dados constitui um factor importante para a confiança e sustentabilidade da economia.
“Dados sem governação não produzem confiança e sustentabilidade. Já não basta proteger os dados, é preciso governá-los, tornar os dados um recurso com capacidade de geração de valor económico”, disse Chemane, sublinhando que informação sem qualidade não permite produzir boas decisões e que tecnologia sem competência não produz transformação sustentável.
Chemane referiu que o Governo lançou, em 2025, o projecto Internet para Todos até 2030, com o objectivo de contribuir para o acesso sem exclusão digital, permitindo que os cidadãos, independentemente da sua localização ou estatuto socioeconómico, tenham acesso às tecnologias de informação e comunicação.
Informou igualmente que Moçambique está ligado à rede global de Internet através de cabos submarinos de fibra óptica e dispõe de conexões terrestres de fibra óptica que ligam directamente o País às redes de países vizinhos, apontando como exemplos a África do Sul e Essuatíni.
“Como País, precisamos melhorar substancialmente a qualidade, disponibilidade e interoperabilidade. A utilização responsável dos dados exige mecanismos de protecção, partilha e segurança de dados”, afirmou.
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