Economia

CTA defende maior parceria com investidores sul-coreanos para transferência tecnológica

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior entidade patronal do País, apelou às empresas sul-coreanas para estabelecerem parcerias mais profundas com o sector privado nacional, incluindo através de transferência de tecnologia e desenvolvimento de competências e criação de empresas conjuntas.

O apelo foi dado esta sexta-feira (11), em Maputo, durante o Fórum de Negócios Moçambique-Coreia do Sul que reuniu empresários e investidores dos dois países com o objectivo de transformar as oportunidades identificadas em projectos, investimentos e parcerias concretas.

Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, disse no seu discurso que a cooperação entre Moçambique e Coreia do Sul deve contribuir para maximizar a criação de valor local, através do desenvolvimento de indústrias e serviços e da integração das empresas moçambicanas nas cadeias de valor. A fonte apontou o gás natural, energia, infra-estruturas, agricultura, manufactura, logística e mineração como sectores com elevado potencial de cooperação.

“Moçambique procura parceiros capazes de trazer tecnologia, capital, inovação e acesso aos mercados internacionais. Os relacionamentos de negócios não são construídos apenas através da cooperação Governo-a-Governo, mas, acima de tudo, através do envolvimento directo entre as empresas, os investidores e os empreendedores”, destacou Massingue.

Para o presidente da CTA, frisou que a materialização deste compromisso passa por haver maior participação das empresas moçambicanas nos investimentos sul-coreanos.

Na ocasião, o embaixador da República da Coreia em Moçambique, Bok-Won Kang, começou por recordar a abertura da Embaixada coreana no País em 2013 para depois destacar o crescimento do volume de negócios entre os dois países.

“Os negócios continuam crescendo. Espero que o Fórum de hoje transforme este momento em um projecto concreto, e um novo investimento. O gás natural é o primeiro factor que se lembra quando se fala da cooperação económica Moçambique e Coreia”, referiu o diplomata, salientando que a cooperação económica bilateral atravessa uma nova fase, marcada pelo aumento dos contactos entre os dois países.

Apesar de haver esta evolução no volume de negócios sustentada pela presença de empresas sul-coreanas no País, sobretudo nas regiões Centro e Norte, Bok-Won Kang, defendeu que “a actual dinâmica de cooperação deve resultar em novos contratos, investimentos, empregos e transferência de tecnologia”.

Em representação do Governo, a Secretária de Estado da Indústria, Custódia Paúnde, apontou a experiência sul-coreana na industrialização e inovação, considerando que esta pode contribuir para a transformação económica do País, sobretudo num momento em que Moçambique busca mecanismos para processar os seus recursos antes da exportação.

“Moçambique pretende deixar de ser apenas exportador de matérias-primas. Queremos que as empresas coreanas, mundialmente reconhecidas pelo seu avanço tecnológico, se juntem a nós para investir no processamento local dos nossos recursos”, enfatizou a governante, frisando que a Coreia do Sul é um exemplo inspirador de industrialização e inovação global

Mais adiante, Custódia Paúnde considerou o fórum Moçambique – Coreia como um espaço dinâmico de diálogo e cooperação económica. “Ao longo dos anos, o nosso país tem construído pontes sólidas, assentes na confiança mútua e no respeito com a Coreia, afirmando-se como, portanto, um grande parceiro estratégico e fundamental no percurso de desenvolvimento económico distante. Este fórum demonstra que a parceria entre os dois países não permanece no nível diplomático,  mas se desenvolve em uma relação económica colectiva”, concluiu.

 

(Foto DR)

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