Sociedade

Navio Fridtjof Nansen desvenda novos tesouros e espécies no mar de Moçambique

A biodiversidade marinha e o potencial dos recursos pesqueiros em Moçambique ganharam novos dados cruciais com a actual expedição científica a bordo do navio de investigação norueguês Dr. Fridtjof Nansen. A missão, que junta investigadores nacionais e internacionais, está a mapear o estado dos ecossistemas nacionais para melhorar a gestão da pesca no país.

O balanço da primeira etapa e o arranque da fase seguinte foram apresentados num workshop realizado no Porto de Maputo. A investigação foca-se na estimativa da biomassa, distribuição de espécies e avaliação ambiental, com especial atenção à poluição, acidificação dos oceanos e impactos das mudanças climáticas ao longo da vasta Zona Económica Exclusiva (ZEE) moçambicana.

O Parque Nacional de Maputo revelou-se uma zona vital para a conservação, destacando-se pelo registo do maior número de espécies ameaçadas, com forte presença de tubarões.

Na Zona da Boa Paz, a missão registou a maior biomassa, mostrando um elevado potencial para o desenvolvimento da pesca à linha e de pequenos pelágicos.

Em Inharrime, a área foi identificada como um importante ponto de agregação de baleias, abrindo portas para a possível criação de uma nova zona de protecção ambiental. Além disso, o líder do cruzeiro norueguês, Bjørn Erik, avançou que foram encontradas espécies ainda por identificar, o que vai aprofundar o conhecimento científico sobre a fauna marinha local.

Segundo Stela Fernando, Líder do Cruzeiro de Moçambique, a parceria com o navio norueguês permite alcançar profundidades e áreas marítimas inacessíveis durante os trabalhos rotineiros de monitoria. Já a segunda etapa da expedição decorre até ao dia 8 de Setembro de 2026, com o objectivo de concluir as estimativas de biomassa nas regiões centro e norte do país.

Imagem: DR

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