Empresário moçambicano condenado a mais de 10 anos de prisão nos EUA

Um empresário moçambicano foi condenado a mais de 10 anos de prisão numa penitenciária federal dos Estados Unidos DE América, no âmbito de uma investigação da Homeland Security Task Force sobre uma conspiração para branqueamento de capitais no Distrito Leste do Texas, anunciou o Procurador-Geral dos EUA para aquele distrito, Jay R. Combs.
Segundo avança a AIM, que cita o Gabinete do Procurador-Geral dos Estados Unidos, Norolamin Gulam, de 53 anos, cidadão moçambicano residente em Portugal, declarou-se culpado da acusação de conspiração para branqueamento de capitais e foi condenado a 135 meses de prisão por decisão do juiz federal Amos L. Mazzant, a 15 de Setembro de 2026.
Gulam foi igualmente condenado ao pagamento de uma multa de 7,5 milhões de dólares.
De acordo com a fonte, o empresário era responsável pela direcção do agora falido Grupo Maiaia, com sede na cidade portuária de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique.
De acordo com informações apresentadas em tribunal, desde 2021 Gulam era identificado como líder de uma organização transnacional de branqueamento de capitais, com ligações na Europa, África, Sudeste Asiático, Estados Unidos e América Central e do Sul.
Gulam terá utilizado várias empresas e investimentos imobiliários para branquear milhões de dólares provenientes do tráfico de droga. As autoridades norte-americanas acreditam que o empresário foi responsável pelo branqueamento de, pelo menos, 500 milhões de dólares norte-americanos.
O caso está inserido na iniciativa Homeland Security Task Force (HSTF), criada através da Ordem Executiva 14159, denominada Protecting the American People Against Invasion.
A HSTF é uma iniciativa interinstitucional do Governo dos Estados Unidos destinada a combater cartéis criminosos, gangues estrangeiros, organizações criminosas transnacionais e redes de tráfico e contrabando de pessoas que operam nos Estados Unidos e no estrangeiro.
Através da cooperação entre diferentes agências, a HSTF mobiliza os recursos das autoridades norte-americanas para identificar, investigar e processar criminalmente organizações envolvidas numa vasta gama de actividades criminosas, que, segundo as autoridades, têm contribuído para a violência e a instabilidade nos Estados Unidos.
A força-tarefa dá particular atenção à investigação e ao processo de indivíduos envolvidos no tráfico de crianças ou noutros crimes que tenham crianças como vítimas.
A HSTF recorre igualmente aos instrumentos disponíveis para processar criminalmente e retirar dos Estados Unidos estrangeiros considerados responsáveis por crimes violentos.




