ANE diz que as falhas de drenagem são principais causas dos buracos na N1

A Administração Nacional de Estradas (ANE) apontou as falhas no sistema de drenagem como uma das principais causas do rápido surgimento de buracos em alguns troços da Estrada Nacional Número Um (N1), reconhecendo que a presença constante de água sobre o pavimento tem acelerado a degradação da via.
Segundo a instituição citada pelo Jornal “O País”, as bacias de retenção existentes nas zonas urbanas continuam a transbordar e a descarregar água directamente sobre a estrada, problema agravado pela circulação de viaturas, sobretudo veículos pesados.
A ANE afirma estar a trabalhar com as autoridades municipais para encontrar soluções que permitam encaminhar as águas através de canais adequados, evitando a sua acumulação na faixa de rodagem.
Enquanto não houver uma solução definitiva para a drenagem, serão necessárias intervenções de emergência para manter a circulação na N1. As reparações realizadas recentemente em alguns troços tinham como objectivo garantir a transitabilidade até ao início das obras de reabilitação, mas alguns buracos voltaram a surgir pouco tempo depois.
A ANE garantiu que o empreiteiro responsável voltará a reparar os troços afectados sem custos adicionais para o Estado, uma vez que os trabalhos estão abrangidos pelo contrato em vigor. “Não haverá nem mais um valor adicional para o tapamento dos buracos”, assegurou a instituição.
Além dos problemas de drenagem, a ANE aponta a ocupação desordenada da faixa de protecção da N1 como outro constrangimento à futura reabilitação e ampliação da estrada.
Em coordenação com o município, a instituição está a identificar as infra-estruturas que poderão ser afectadas pelas obras. O levantamento será seguido pela análise dos processos de indemnização às famílias e proprietários abrangidos.
Segundo a ANE, os ocupantes já tinham conhecimento de que várias construções se encontram dentro da área reservada à estrada. A instituição admite que algumas poderão ter de ser demolidas para permitir a execução das obras.
Para a autoridade rodoviária, uma solução duradoura passa pela melhoria do sistema de drenagem, pelo controlo da ocupação da faixa de protecção e pela execução do projecto de reabilitação da N1.
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