GCCC: Detidos nove agentes da Polícia por corrupção e abuso de cargo

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) revelou, esta terça-feira (18), que nove agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram detidos e processados no primeiro semestre por alegado envolvimento em crimes de corrupção passiva, abuso de cargo e prisão ilegal no primeiro semestre do ano.
A informação foi avançada esta tarde pelo porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, durante uma conferência de imprensa na qual esclareceu que entre os agentes detidos, três são do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) com os processos-crimes abertos, acusados de prática de crime de corrupção de magistrados e agentes de investigação criminal, após se terem dirigido a um parque de venda de viaturas exigir o pagamento de um milhão de meticais para cancelar uma investigação.
“Os agentes foram detidos em flagrante quando recebiam a quantia de 120 mil meticais, com o processo já submetido ao tribunal”, explicou Romualdo Johnam.
De acordo com o porta-voz, outros dois agentes do SERNIC foram também detidos e com processos após estes terem exigido pagamentos a um suspeito para não executarem um mandato de captura. Segundo explicou a fonte, os referidos arguidos respondem o processo em liberdade.
Já, outros quatro agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram também detidos suspeitos de avançar com prisão ilegal, abuso de cargo e corrupção passiva para acto ilícito, após deterem ilegalmente um cidadão estrangeiro e submetê-lo à realização irregular de exames médicos.
“Os agentes forçaram ao referido cidadão a entregar 400 euros como condição para a sua libertação, com os respectivos processos-crime agora remetidos ao tribunal, enquanto os agentes aguardam já em liberdade”, acrescentou.
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