Sociedade

As mulheres devem assumir papel activo na educação das novas gerações

As mulheres moçambicanas devem assumirem um papel activo na educação das novas gerações, na promoção do diálogo, do perdão e na construção de pontes de entendimento.

A afirmação é da Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, que defendeu ainda neste domingo, no distrito da Manhiça, província de Maputo, que a construção da unidade nacional, da paz e da reconciliação deve começar no seio das famílias.

Gueta Chapo falava durante o programa alusivo ao “Fórum das Mulheres: Papel e Contributo da Mulher Religiosa para a Unidade Nacional”, realizado na Igreja Velha Apostólica em Moçambique (IVAM).

Perante mulheres religiosas reunidas para reflectir sobre o contributo da mulher na promoção da unidade nacional, da paz, do diálogo e da coesão social, a Primeira-Dama sublinhou que a estabilidade da sociedade depende, em primeiro lugar, da harmonia no lar.

“Nenhuma nação pode ser verdadeiramente unida se as suas famílias estão divididas”, afirmou, acrescentando que “a unidade de uma nação começa na unidade do lar”.

Gueta Chapo considerou que o amor, o perdão e a reconciliação devem ser demonstrados através de atitudes concretas e não apenas por palavras, defendendo que a paz que se pretende para as comunidades e para o país deve ser cultivada diariamente nas famílias.

“A paz que queremos ver nas nossas comunidades começa com a paz que construímos dentro das nossas casas. E a reconciliação que desejamos para Moçambique começa quando irmãos, pais, filhos, maridos, esposas e familiares encontram coragem para dizer, ‘Perdoame’”.

Na sua intervenção, destacou igualmente a importância do arrependimento e da transformação pessoal como fundamentos da vida cristã, exortando os participantes a traduzirem a fé em comportamentos baseados no amor, no respeito e no serviço ao próximo.

A violência e as desigualdades no ambiente familiar foram igualmente apontadas como desafios que comprometem a formação das crianças e a construção de uma sociedade baseada no respeito.

A Primeira-Dama questionou os padrões de comportamento transmitidos às novas gerações quando estas testemunham violência entre os pais ou relações familiares marcadas pela desigualdade, defendendo que “devemos respeitar tanto o filho mais novo como o filho mais velho, respeitar o marido, respeitar também a esposa”.

Gueta Chapo destacou, por outro lado, que a diversidade cultural, linguística, regional e social de Moçambique deve ser encarada como uma riqueza e não como factor de divisão.

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