Obras de drenagem na cidade de Maputo continuam sem prazo para conclusão. Município exige qualidade

O prazo para a entrega das obras de drenagem e saneamento da cidade de Maputo está a apertar. O empreiteiro já pediu, por duas vezes, a extensão do prazo inicialmente fixado para 27 de Outubro, mas o Conselho Municipal ainda não confirma se vai aceitar o pedido.
Em vez de anunciar uma nova data, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, diz que a prioridade é outra: garantir que as obras sejam concluídas com qualidade.
A posição foi assumida neste domingo (20), durante uma visita às obras, numa altura em que se aproximam os últimos dias do prazo contratual e persistem reclamações sobre a qualidade de algumas intervenções.
Citado numa publicação do Jornal “O País”, Manhique reconheceu que as obras estiveram paradas durante um período considerável, mas entende que essa situação não pode servir de justificação para novos atrasos. Para o edil, é necessário acelerar os trabalhos, sobretudo numa cidade onde as condições de circulação continuam a afectar diariamente os munícipes.
“Onde se esteve parado durante muito tempo é impossível que o prazo seja o mesmo, mas não deve ser essa a justificação. Devemos acelerar o passo para que, tão depressa quanto possível, se possa aliviar o sofrimento das pessoas e melhorar a transitabilidade”, afirmou Manhique.
O edil não quis, contudo, comprometer-se com uma nova data. O município assegurou que vai voltar a sentar-se com o empreiteiro depois da visita e que, mais do que estabelecer novos prazos, pretende ver as obras concluídas dentro dos padrões exigidos.
“Sobre novos prazos, depois desta visita, voltamos a sentar com o empreiteiro. O importante não é trazermos novos prazos, é vermos a obra a ser concluída com qualidade, a qualidade que as pessoas merecem ter”, declarou.
A questão da qualidade surge, assim, como um dos principais pontos de tensão. Algumas intervenções já estão a ser utilizadas pelos automobilistas, mas o próprio município admite que existem trechos com deficiências.
Manhique garante que a edilidade não vai receber a obra nas condições em que alguns pontos actualmente se apresentam e diz que o empreiteiro deverá corrigir as falhas identificadas.
“Há pontos que apresentam alguma deficiência na sua qualidade, e ainda bem que o empreiteiro não se foi embora. Nós estamos a trabalhar com eles e estamos a dizer a eles que é preciso corrigir, e eles vão corrigir, porque nós não vamos receber a obra nas condições em que ela se apresenta”.
A situação poderá ainda ser testada pela próxima época chuvosa. O edil admite que algumas intervenções podem apresentar problemas durante as chuvas, mas lembra que a empreitada ainda está em execução. “Pode-se dar ao caso de ao longo das chuvas termos um e outro problema, que é normal, as obras não estão concluídas”.
Para Manhique, não se deve exigir que uma obra em execução esteja livre de todos os problemas antes da sua conclusão. O importante, sustenta, é que as falhas identificadas sejam corrigidas antes da recepção definitiva dos trabalhos.
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