Mesmo dependendo dos Portos de Moçambique o Maláui volta a reduzir preço dos combustíveis

A Autoridade Reguladora de Energia do Maláui (MERA) anunciou uma nova redução nos preços do gasóleo e do petróleo de iluminação com efeito a partir deste sábado, 1 de Agosto de 2026. O alívio nos preços daquele país encravado volta a colocar em evidência a estagnação das tarifas de combustíveis em Moçambique, de onde parte a maior parte da logística de abastecimento para o vizinho regional.
Segundo o comunicado, o preço do gasóleo no Maláui sofreu uma redução de 7,02%, passando de 6.306 para 5.863 Kwachas por litro (cerca de 216 Meticais). Já o petróleo de iluminação registou uma descida de 8,00%, fixando-se em 4.389 Kwachas por litro (aproximadamente 161 Meticais). A gasolina manteve-se inalterada nos 5.619 Kwachas (cerca de 207 Meticais). A entidade reguladora malauiana justificou o ajuste com a queda dos custos médios de aquisição (FOB) e das tarifas de transporte internacional durante o mês de Julho.
Esta é a segunda revisão em alta a favor dos consumidores promovida pelo governo do Maláui no curto espaço de semanas. A decisão surge num momento em que os países da região procuram refletir a estabilização gradual dos preços do crude no mercado internacional e o alívio nas cadeias de suprimento globais.
Em contrapartida, em Moçambique, a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) mantém os preços na bomba inalterados desde o último agravamento generalizado. O cenário gera inquietação entre economistas e consumidores locais, dado que o Maláui, por ser um país sem acesso directo ao mar (hinterland), depende das infra-estruturas portuárias e dos corredores de transporte moçambicanos para importar e transitar o seu combustível.
Mesmo suportando os custos adicionais do frete rodoviário e ferroviário através do território moçambicano, o regulador malauiano conseguiu aplicar mecanismos automáticos de ajustamento para descer os preços aos consumidores. Em Moçambique, apesar de possuir linha costeira e portos estratégicos, a tabela oficial continua sem registar reduções, alimentando o debate sobre a eficiência da fórmula de cálculo de preços e a margem de manobra do regulador nacional.
Imagem: DR



