Sociedade

ICM estuda compra directa de cereais aos camponeses

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) está a desenhar estratégias para passar a actuar directamente no mercado de comercialização agrícola como comprador. A medida visa assegurar a absorção da produção nacional e proteger os rendimentos do pequeno produtor contra a volatilidade e a especulação de preços.

A garantia surge após a realização do Conselho de Direcção Alargado aos Delegados Provinciais, que decorreu esta quarta-feira, 29 de Julho, na cidade da Matola. Dirigida pelo Director-Geral do ICM, Luís José Jobe Fazenda, a reunião serviu para avaliar o desempenho do primeiro semestre de 2026 e harmonizar as prioridades de actuação face ao novo mandato da instituição.

O encontro extraordinário permitiu mapear os principais gargalos enfrentados em cada província, definindo linhas de acção para melhorar a resposta institucional na organização do mercado e no apoio directo aos agricultores do sector familiar.

Para além da compra directa, a nova abordagem operacional foca no reforço e optimização da rede pública de infra-estruturas de armazenagem.

A meta do ICM passa por consolidar a capacidade de constituição de reservas estratégicas de alimentos, garantindo a estabilidade do abastecimento nacional e a segurança alimentar em momentos de maior pressão no mercado.

A reunião de alinhamento serviu igualmente de antecâmara para o VI Conselho Consultivo do ICM que arranca esta quinta-feira, 30 de Julho, também na cidade da Matola.

A cerimónia oficial de abertura do evento será dirigida pelo Ministro da Economia, Basílio Muhate, onde se espera a validação das directrizes estratégicas para o segundo semestre e o fortalecimento do papel do Estado na cadeia de valor agrícola.

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