Crise na LAM atinge limite com aviões parados e falta de combustível

Os aviões Embraer apresentados como a salvação da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) tornaram-se alvos de duras críticas devido aos constantes problemas operacionais e ao longo tempo que passam em manutenção.
Em uma carta pública emitida neste domingo, 13 de Setembro, o activista de direitos humanos Adriano Nuvunga denunciou a situação e o silêncio cúmplice do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM).
De acordo com o documento, a degradação operacional ficou evidente no último sábado, 12 de setembro. O Embraer “Limpopo” chegou a ir para a pista, mas não levantou voo, enquanto a aeronave “Zambeze” ficou retida em Dar-es-Salaam porque a LAM não dispunha de dinheiro para o combustível. Relatos indicam que o responsável comercial local teve de arcar com o pagamento do próprio bolso para viabilizar o voo até Pemba.
A carta questiona a transparência da companhia estatal, que recentemente anunciou lucros de cinco mil milhões de meticais. O texto aponta a omissão de órgãos de fiscalização e controlo face aos indícios de corrupção na aquisição das aeronaves, questionando se o IACM realizou inspecções técnicas independentes e se possui certificados válidos de aeronavegabilidade e históricos de manutenção.
Diante dos riscos à segurança dos passageiros e da inércia das autoridades reguladoras, o autor exige esclarecimentos públicos sobre a gestão e a operacionalidade da frota da LAM.
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