Chapo desconhece motivos da renúncia de Margarida Mapandzene

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, reagiu publicamente, na última sexta-feira (24) durante a inauguração da nova fase de Cimentos de Moçambique, à saída de Margarida Mapandzene do cargo de governadora da província de Gaza.
Interpelado sobre os contornos que ditaram a demissão da governante — num contexto em que a opinião pública associa o afastamento à detenção da sua chefe de gabinete —, o líder do partido no poder evitou avançar explicações e remeteu os esclarecimentos para a própria ex-governadora.
“Em relação a Gaza, o mais lógico seria perguntar à pessoa que renunciou. É o que faria sentido. Porque só a pessoa que renunciou é que sabe as razões da renúncia”, declarou Daniel Chapo
A renúncia de Margarida Mapandzene surge no centro de uma forte tempestade política, na sequência de investigações sobre o alegado desvio de donativos e ajuda humanitária destinados aos sinistrados das inundações em Gaza. A detenção da directora do seu gabinete executivo colocou o executivo provincial sob intenso escrutínio público, ainda que a liderança do partido venha a qualificar o desligamento como um acto previsto na legislação.
Ao abordar o processo de escolha e substituição dos dirigentes da Frelimo, Daniel Chapo explicou que as decisões partidárias não dependem da vontade individual de nenhum líder, mas sim do cumprimento rigoroso dos Estatutos, das directivas internas e do programa aprovado em Congresso.
“O Partido Frelimo tem documentos que guiam o partido, como os Estatutos e as Directivas, onde constam os perfis e os requisitos para quem pode exercer funções de direção”, afirmou Chapo, destacando o papel das estruturas colectivas — desde as células até ao Comité Central e Comissão Política.
O dirigente máximo da Frelimo reiterou que o partido dispõe de uma estrutura hierárquica organizada para avaliar o desempenho e decidir o futuro dos seus quadros na governação. “As decisões são tomadas nos órgãos. E estes órgãos são órgãos colectivos, e não individuais”, concluiu.
Com a vacatura declarada, cabe agora à Assembleia Provincial de Gaza dar seguimento ao processo institucional para a eleição e posse do novo governador que irá dirigir os destinos da província.
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