Sociedade

Provedor de Justiça defende administração pública mais próxima do cidadão

Morosidade processual e dificuldades associadas à modernização de alguns serviços  nas instituições públicas, continuam entre os principais factores que afectam o exercício dos direitos dos cidadãos e motivam reclamações.

Falando num Seminário Multissectorial sobre Boa Administração Pública, subordinado ao lema “Por uma Boa Administração Pública e Liberdade de Expressão, o Provedor de Justiça, nesta quinta-feira (16), em Maputo, Isaque Chande, defendeu uma administração pública mais próxima dos cidadãos, eficiente e orientada para a resolução dos seus problemas.

“A qualidade dos serviços da administração pública mede-se, sobretudo, pela nossa capacidade de responder às necessidades concretas dos cidadãos, pela forma como tratamos cada pessoa que procura os serviços e pela confiança que construímos na relação entre o Estado e a sociedade”, afirmou Isaque Chande.

A fonte destacou ainda o papel da transformação digital na melhoria da prestação de serviços públicos.

“É nossa expectativa que a transformação digital ora em curso tornará a administração pública mais eficiente e eficaz, contribuindo para uma interacção mais profícua com o cidadão e para a melhoria considerável da qualidade dos serviços”, disse.

Presente no evento, o ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, admitiu a necessidade de fortalecer a ética, a transparência e a boa governação na administração pública.

“O presente seminário tem o mérito de perseguir os legítimos anseios da nossa administração pública pela consolidação dos princípios da integridade, da ética pública, da transparência e da boa governação na sua actuação para melhor servir o cidadão”, declarou.

Já a representante residente adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Kátia Cobarrubias, reafirmou, na ocasião, o apoio daquela agência às reformas da administração pública moçambicana.

Disse que uma administração pública moderna não se define apenas pela eficiência dos seus procedimentos, mas também pela sua capacidade de ouvir, explicar e responder às expectativas dos cidadãos.

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