Sociedade

Chapo reforça financiamento para jovens

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou ontem, em Montepuez, província de Cabo Delgado, o reforço de recursos do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).

O estadista reafirmou que o Executivo vai duplicar este ano o financiamento no quadro do Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL) em todos os distritos, incluindo Montepuez, manter a emissão gratuita do Bilhete de Identidade até Dezembro, retomar gradualmente os actos administrativos que materializam os direitos dos funcionários públicos, incluindo horas extras, bem como assegurar o pagamento tempestivo de salários.

Acrescentou que o Governo prossegue igualmente com reformas legais para garantir maior participação dos moçambicanos na exploração dos recursos minerais e continuará a investir na expansão da rede de energia, abastecimento de água, educação, saúde e outras infra-estruturas essenciais, com vista a melhorar as condições de vida da população.

Na mensagem apresentada pela população durante o comício, foram colocadas preocupações relacionadas com a reabilitação da estrada Montepuez – Pemba e de outras vias da província, bem assim sobre o acesso à energia eléctrica, água potável, hospitais, medicamentos, escolas técnicas e demais serviços públicos.

Em resposta, o Presidente da República considerou as preocupações verdadeiras e legítimas e assegurou que o Governo continuará a trabalhar para responder a cada uma delas, confirmando que a reabilitação das principais estradas de Cabo Delgado integra o programa governamental, a par da expansão da energia, água, escolas, hospitais e medicamentos, sublinhando que todas essas metas dependem da consolidação da paz.

Falando num comício popular que marcou o início da sua visita de trabalho à província, Chapo afirmou que a paz continua a ser a principal condição para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

O governante abordou a situação de segurança, reiterando que o combate ao terrorismo continua a constituir a principal prioridade do Governo, por considerar que sem paz e segurança não será possível implementar os programas de desenvolvimento previstos para Cabo Delgado e para o país.

“Porque atacar Cabo Delgado é como atacar todo Moçambique, pois somos um único povo, único e indivisível, afirmou, acrescentando que o Executivo continuará a trabalhar “dia e noite” para restaurar a estabilidade na província.

O Chefe do Estado reforçou ainda o apelo aos cidadãos que integram grupos terroristas para abandonarem a violência e regressarem ao convívio social, defendendo que nenhum país alcança o desenvolvimento através da guerra, do terrorismo ou do ódio.

Segundo afirmou, a paz permitirá acelerar a execução de projectos estruturantes, criar emprego para a juventude, dinamizar a agricultura, desenvolver a indústria e assegurar melhores serviços públicos para toda a população.

Durante a sua intervenção, o Presidente moçambicano alertou ainda para os perigos da desinformação e dos boatos, afirmando que estes constituem instrumentos utilizados pelos inimigos da paz para semear a divisão entre os moçambicanos e incentivar actos de violência e destruição de bens públicos.

Por isso, apelou à vigilância permanente das comunidades, considerando que a população representa a principal força na preservação da segurança e da estabilidade nacional.

O Chefe do Estado destacou também a importância do Diálogo Nacional Inclusivo em curso, cuja segunda fase teve início hoje, explicando que o processo pretende validar os contributos recolhidos junto da população e construir consensos que reforcem a paz, a reconciliação e a unidade nacional.

Sublinhou que todos os moçambicanos são chamados a participar, tal como já está a suceder desde o início do processo, independentemente da sua filiação política ou posição social.

A concluir, o Presidente Daniel Chapo reafirmou que o Governo continuará empenhado em criar as condições necessárias para que Cabo Delgado consolide a paz e aproveite plenamente o seu potencial económico, reiterando que o diálogo, a unidade, a vigilância e o trabalho colectivo são indispensáveis para assegurar o desenvolvimento da província e de Moçambique.

“É a falar que a gente se entende, e não é com conflito, não é com confusão, não é com ódio, não é com boato, mas é com a paz que se desenvolve Moçambique. É com o diálogo entre irmãos moçambicanos que se desenvolve Moçambique. É com a unidade do povo moçambicano que se desenvolve Moçambique. É com a vigilância que se desenvolve Moçambique”, sublinhou.

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