Moçambique leva pacote de 189,8 milhões de dólares para nova campanha agrária

Moçambique abre oficialmente, na próxima segunda-feira (09) a Campanha Agrária 2026/27 , uma época que terá como prioridades da acção governamental, a mitigação dos efeitos do fenómeno El Niño, e o impulso ao desenvolvimento do agronegócio.
A nova campanha, de acordo com Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), está orçada em 189,8 milhões de dólares, resultante de recursos do Governo e de parceiros internacionais, nomeadamente o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O orçamento foi apresentado esta segunda-feira (02) na cidade de Maputo, pelo MAAP, durante a reunião de preparação da campanha. Do montante global, 94,7 milhões de dólares serão aplicados na resposta de emergência, através do apoio directo e gratuito aos produtores em risco, devido aos efeitos do El Niño.
A assistência inclui a distribuição de kits agrícolas, silos, kits de irrigação e suplementos para alimentação animal, com vista a proteger a produção e reforçar a segurança alimentar.
Os restantes 95,1 milhões de dólares serão canalizados para o desenvolvimento e apoio ao agro-negócio, através de linhas de crédito e apoio institucional nas áreas de sementes, insumos, mecanização, irrigação, pecuária, pescas, florestas e extensão agrária, cujo objectivo é acelerar a transição de uma agricultura predominantemente de subsistência para um sector comercial, mais produtivo, resiliente e orientado para os mercados.
No quadro da implementação do plano de acção para a campanha está prevista a disponibilização de 905 motocultivadoras, 251 tractores, 2075 toneladas de sementes, 3532 sistemas de irrigação e 3363 motobombas e kits de rega, com capacidades de cobertura de dois, cinco e dez hectares.
Recorde-se que a campanha abrange as componentes de agricultura, pecuária, pescas e florestas, fomento e comercialização, bem como políticas sectoriais, tendo como objectivo aumentar a produção e a produtividade, integrar as cadeias de valor e reforçar a competitividade dos produtores.
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