Moçambique investe mais de 7,5 MM$ na modernização dos corredores logísticos

Moçambique está a investir mais de 7,5 mil milhões de dólares nos seus principais corredores logísticos com vista a torná-los cada vez mais competitivos e rotas de industrialização, geração de emprego e prosperidade para a região Austral.
De acordo com o Presidente da República, Daniel Chapo, que falava durante a abertura do primeiro Fórum de Investimento em Transporte e Logística de Moçambique (TRANSLOG 2026), que decorre em Maputo, os investimentos em curso nos corredores de Maputo, Beira e Nacala têm com o objectivo de ultrapassar a mera função de trânsito de mercadorias e transformar estas rotas em verdadeiros motores de integração económica regional na SADC.
“A ambição do Governo é converter esta vantagem em desenvolvimento económico concreto através de parcerias público-privadas, concessões e modelos do tipo BOT (Build-Operate-Transfer). Para Moçambique, os transportes e a logística não são apenas sectores de prestação de serviços, são instrumentos de transformação económica, de coesão territorial, de integração regional e de afirmação do nosso País e da nossa região no comércio internacional”, afirmou Daniel Chapo.
No seu discurso, Chapo avançou que no corredor de Maputo, estão em curso projectos de investimento superiores a 2 mil milhões de dólares. “Estes fundos destinam-se a modernizar infra-estruturas cruciais como o Porto de Maputo, a Estrada Nacional Número 4 (N4) e a fronteira de Ressano-Garcia, reforçando o posicionamento da capital como uma plataforma logística de excelência para os mercados regionais e internacionais”, explicou.
No corredor da Beira, as previsões apontam para investimentos superiores a mil milhões de dólares. “O plano abrange a modernização do porto e de projectos estruturantes como a reabilitação da estrada, o Porto Seco de Dondo e o posto de fronteira de paragem única de Machipanda, intervenções desenhadas para estreitar as ligações comerciais com países vizinhos como o Zimbabué, Maláui, Zâmbia e a República Democrática do Congo.”
Por sua vez, o corredor de Nacala regista estimativas de investimentos ferroviários e portuários na ordem dos 4,5 mil milhões de dólares. “Esta rota assume um papel preponderante na transformação do Norte de Moçambique num polo de produção, comércio e industrialização”, destacou o governante, acrescentando que o projecto integra ainda a criação de uma Zona Económica Especial e parques industriais associados ao Porto de Nacala, complementados pela recente abertura de ligações aéreas internacionais a partir da região.
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