ANAMOLA corrige informação sobre morte de coordenador em Zavala e confirma que continua hospitalizado

O partido ANAMOLA corrigiu a informação inicialmente divulgada sobre a morte de António Siquela, coordenador distrital da ALO no distrito de Zavala, província de Inhambane, esclarecendo que o membro continua vivo e hospitalizado, após alegadas agressões físicas atribuídas a agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).
A informação inicial foi divulgada pela Coordenação Central do ANAMOLA, através de uma nota de pesar e repúdio, na qual o partido anunciava o falecimento de Siquela e exigia uma investigação independente para esclarecer as circunstâncias da alegada agressão.
Entretanto, a Coordenação Política Provincial do ANAMOLA em Inhambane emitiu uma nota de esclarecimento a desmentir a morte do membro, reconhecendo que a informação divulgada anteriormente não correspondia à verdade. Segundo o documento, António Siquela permanece hospitalizado, depois de ter sofrido graves agressões físicas, descritas pela estrutura provincial como tortura.
Na nota, assinada pelo coordenador político provincial, Ilídio Armando Cumbe, a estrutura afirma que continua a acompanhar a evolução do estado de saúde do membro e apresenta desculpas pela falha na divulgação da informação sobre o seu alegado falecimento.
A correcção evidencia uma divergência entre as duas comunicações do partido: enquanto a Coordenação Central anunciou a morte de Siquela, a estrutura provincial veio posteriormente esclarecer que ele continua vivo. O segundo comunicado não altera, contudo, a denúncia de alegadas agressões físicas, cuja autoria e circunstâncias carecem de confirmação independente.
O caso surge num contexto de denúncias de alegada perseguição política contra membros e apoiantes do ANAMOLA. Recentemente, o partido concedeu um prazo de dez dias ao Presidente da República, Daniel Chapo, para se pronunciar sobre os casos de violência política denunciados pela formação política, exigindo esclarecimentos e medidas concretas.
O ANAMOLA tem solicitado a investigação de mortes, raptos e agressões que afirma envolverem os seus membros e apoiantes. As acusações deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, com vista ao esclarecimento dos factos e à eventual responsabilização dos envolvidos, nos termos da lei.




