“Nhonguismo” leva à expulsão de três funcionários de Migração em Gaza

A direcção provincial de Migração da província de Gaza procedeu, no ano passado, ao afastamento de três funcionários das suas funções após o envolvimento em esquemas de cobranças ilícitas a utentes que buscavam serviços da instituição.
A revelação foi feita pelo porta-voz do órgão na província, Abeldo Nhanombe, numa altura em que persistem denúncias sobre a exigência de valores indevidos para facilitar o atendimento e a emissão de documentos de viagem.
De acordo com a fonte citada pela TV Miramar, durante o presente ano não foram notificados novos casos de extorsão no seio da corporação. No entanto, Nhanombe garantiu que a instituição está a reforçar as medidas internas de fiscalização para travar estas irregularidades e apelou aos cidadãos para que denunciem qualquer tentativa de cobrança fora dos parâmetros legais.
Relativamente ao desempenho institucional nos primeiros nove meses do ano, os serviços de Migração em Gaza que registou um crescimento de 5% no movimento migratório, com a travessia de 30 652 viajantes (12 799 nacionais e 17 853 estrangeiros), contra os 29 175 contabilizados em igual período de 2025.
No domínio da inspecção, as autoridades realizaram 718 acções de controlo no terreno, superando as 660 previstas, que culminaram na interpelação de 28 661 cidadãos estrangeiros, dos quais 47 se encontravam em situação irregular no país.
A fiscalização resultou ainda na autuação de 3 446 cidadãos nacionais por contrariedades ligadas ao uso e conservação de passaportes e documentos de viagem para mineiros. Entre as infracções mais recorrentes detectadas pelas autoridades constam a ausência de visto de entrada e de Documento de Identificação e Residência para Estrangeiros (DIRE), a alteração de dados em identificações e a não comunicação da mudança do local de residência.
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