Sociedade

ANAPRO diz que problemas da Educação vão além da substituição de ministros

A Associação Nacional dos Professores de Moçambique (ANAPRO), considera que a exoneração de Samaria Tovela da pasta da Educação, não resolve os problemas estruturais do sector e manifesta reservas quanto à escolha de Edson Macuácua para o cargo.

Segundo o porta-voz da Associação Nacional dos Professores, Marcos Mulima, os problemas que afectam o sector da Educação vão além da substituição dos titulares da pasta ministerial. Para Mulima, as dificuldades enfrentadas pelo sector exigem um maior compromisso do Governo com a educação, um reforço do investimento público e a melhoria das condições de trabalho dos professores.

“Os problemas da educação não se resumem apenas num ministro, não se resumem apenas numa exoneração ou numa nomeação. Resumem-se, sim, numa abertura do próprio Governo, no seu todo, em tomar a educação como primazia”, afirmou o porta-voz.

Citada pela RFI, a ANAPRO acrescenta que a falta de prioridade atribuída ao sector é visível, nomeadamente pela falta de investimento previsto para o sector no Orçamento do Estado, bem como nas dificuldades enfrentadas pelos professores no terreno.

A Associação Nacional dos Professores considera que a exoneração de Samira Tovela e substituída por Edson Macuácua, serve apenas para desviar a atenção da opinião pública dos problemas que afectam o sistema de ensino. “É uma estratégia sensacionalista que o Governo encontrou para distrair as massas”, declarou Marcos Mulima, acrescentando que o novo titular da pasta da Educação, na perspectiva da associação, tem um perfil mais político do que tecnocrático.

A posição da ANAPRO surge após o Presidente da República, Daniel Chapo, ter exonerado, na quarta-feira, Samaria Tovela do cargo de ministra da Educação e Cultura, nomeando para o seu lugar Edson Macuácua, até então secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior.

Perante a nomeação anunciada por Daniel Chapo, a ANAPRO afirma manter reservas quanto à escolha de Edson Macuácua para dirigir o Ministério da Educação e Cultura, defendendo que a mudança de liderança deve ser acompanhada de medidas concretas para responder às preocupações dos profissionais do sector.

Entre as principais reivindicações dos professores moçambicanos estão o pagamento das horas extraordinárias em dívida, a atribuição do subsídio de funeral e a melhoria das condições de trabalho.

 

(Foto DR)

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