Sociedade

Professores exigem salários dignos e valorização da carreira em Moçambique

A Organização Nacional dos Professores e Sindicato Nacional dos Professores de Moçambique (ONP/SNPM) defende a revisão e actualização dos salários dos profissionais da educação, tendo em conta o custo de vida, bem como o pagamento atempado das horas extraordinárias.

A posição foi apresentada na quarta-feira, 7 de Outubro, em Maputo, durante o lançamento da Semana do Professor e das celebrações do Dia Mundial do Professor, assinalado a 5 de Outubro.

Segundo o secretário-geral da ONP/SNPM, Teodoro Muidumbe citado pelo Canal de Moçambique, a remuneração actualmente praticada não é suficiente para garantir que os professores consigam responder às necessidades básicas das suas famílias, incluindo despesas com educação, habitação, transporte, alimentação e saúde.

A organização defende ainda a criação de mecanismos transparentes para a revisão e actualização das remunerações, considerando a evolução do custo de vida, as responsabilidades profissionais, a formação e a experiência dos docentes.

Outro ponto levantado pelos professores está relacionado com o pagamento das horas extraordinárias. A ONP/SNPM afirma que existe uma dívida com cerca de três anos, enquanto a progressão nas carreiras profissionais permanece estagnada desde 2022.

A organização defende igualmente a existência de um mecanismo permanente de diálogo social entre o Governo e as organizações representativas dos professores, para acompanhar e discutir políticas que afectam a classe.

O presidente da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), Isac Martengula, apelou à recuperação do respeito pela classe, considerando que os docentes desempenham um papel fundamental na transmissão de conhecimentos e na formação das novas gerações.

Por sua vez, o representante da Associação dos Professores Unidos (APU), Avitar Cuambe, pediu ao Governo que conclua os actos administrativos necessários para permitir a progressão dos profissionais.

Imagem ilustrativa

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